Setor de papel e celulose destoa do Ibovespa e lidera perdas da segunda-feira

Principais companhias do setor se destacaram pelo desempenho negativo no dia; Aracruz e VCP com as maiores baixas

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SÃO PAULO – O pregão desta segunda-feira (16) trouxe fortes perdas para as empresas de papel e celulose listadas na bolsa brasileira. Contrariando a trajetória do Ibovespa – que fechou em leve alta de 0,12% -, as principais companhias do setor se destacaram pelo desempenho negativo na sessão.

Liderando as perdas diárias do principal índice acionário do País, as ações da Aracruz (ARCZ6) fecharam em forte queda de 2,65%, seguidas pelos papéis da Votorantim Celulose e Papel (VCPA4), que sofreram desvalorização de 2,52%.

No mesmo sentido, os ativos da Klabin (KLBN4) encerraram o dia com baixa de 1,77% e figuraram como a sexta maior queda do Ibovespa, enquanto os da Suzano Papel e Celulose (SUZB5) – que não fazem parte do benchamark – caíram 1,78%.

Demanda da China preocupa

Para os especialistas, um dos pontos que pode explicar a derrocada dos papéis do setor nesta sessão é a crescente preocupação com a economia da China, um dos maiores mercados consumidores da celulose brasileira.

A forte queda das bolsas chinesas na última semana, com o índice Shangai Composite fechando abaixo dos 3 mil pontos pela primeira vez desde abril do ano passado, sustenta os temores acerca da situação financeira do país asiático.

Nas últimas semanas, rumores de que o governo chinês tomará medidas para conter a inflação, entre elas uma contração no crédito, têm colocado em xeque a manutenção das taxas anteriores de crescimento da economia do país e pressionado o desempenho das bolsas.

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Segundo analistas, caso as especulações se confirmem, a rentabilidade das empresas locais deve ser comprimida e, conseqüentemente, as exportações devem cair, ponto prejudicial às produtoras brasileiras da commodity.

Dólar e preços da celulose em foco

A forte desvalorização do dólar – que já acumula queda de 8,45% frente o real no ano e opera no menor patamar desde janeiro de 1999 – também contribui para a fraca performance do setor, tendo em vista que grande parte das receitas das empresas cabem ao mercado externo.

Ademais, na próxima terça-feira (17), a empresa finlandesa Foex divulga os índices semanais que são utilizados como referência para o preço da celulose no mercado internacional.

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Vale lembrar que, na última semana, as cotações da commodity de fibra longa interromperam um longo ciclo de alta, de modo que um movimento de baixa nos preços pode pressionar ainda mais os ativos das produtoras de celulose.