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SÃO PAULO – Importante player comercial, a China, durante os últimos anos, foi o carro-chefe das exportações e importações mundiais. Contudo, a crise econômica mundial reduziu sensivelmente o apetite chinês pelo comércio, afetando toda uma cadeia produtiva.
Entre os principais prejudicados pelo fraco fluxo estão as empresas ligadas à logística, com destaque às companhias vinculadas as atividades portuárias. Para se ter uma ideia, os embarques de contêineres na China recuaram 14% no mês de janeiro, para o menor nível desde 1990.
De acordo com os analistas do Credit Suisse, o fraco desempenho no período pode ser explicado pelo Ano Novo chinês, mas, aparentemente, a tendência ainda se mantém.
As estatísticas de fevereiro demonstram que o fluxo de contêineres nos dois principais portos da China, localizados em Xangai e Shenzhen, recuaram, respectivamente, 17% e 23% em comparação ao mesmo período de 2008. Mesmo caso em Cingapura, que apurou queda de 20%.
Relação direta com o PIB
Os analistas do banco verificaram que a atividade portuária detém uma relação direta com o PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, se a atividade econômica recua, o fluxo de contêineres segue a tendência, atualmente desfavorável.
Diante das menores expectativas para o desenvolvimento do PIB global, a equipe de pesquisa reduziu suas projeções quanto ao embarque de contêineres para um recuo de 0,8% neste ano, ante uma prévia de avanço de 6%.
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No mesmo ritmo, o banco também reduziu sua expectativa para as exportações globais de -5% para -10%, assim como para o volume de contêineres transacionados na China, que deve marcar queda de 14% neste ano.
Brasil não foge à regra
Assim como na indústria asiática, o setor de logística portuário brasileiro sofre com os impactos da crise econômica. De acordo com uma pesquisa realizada pelo banco, o fluxo de importação e exportação nos portos do País recuará 18% e 5%, respectivamente, neste ano.
Só no mês de janeiro, as exportações caíram 16%, enquanto as importações mais de 30% na comparação anual. O volume movimentado pelos contêineres durante o mês retrocedeu 22,7%, revelando as dificuldades.
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Na visão dos analistas, o fluxo menor nos terminais deverá pressionar por ajustes nas tarifas de manejo pelas empresas de navegação, já que usufruem constantemente dos portos para carregar seus navios.
Por aqui, uma das empresas de destaque na área de logística de portos é a Santos Brasil (STBP11), que consequentemente deverá ser afetada pelo novo fluxo por meio de margens operacionais menores, estima a equipe.