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SÃO PAULO – As perspectivas para o setor de energia na próxima década são positivas, afirmou a Concórdia Corretora. O setor deve ter investimentos expressivos para sustentar não apenas os eventos esportivos da próxima década, como também para suportar o crescimento da economia nos próximos anos, afirmam os analistas Leonardo Zanafelício e Karina Freitas.
A pesquisa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) projeta um crescimento da demanda energética em 4,5% por ano. “Contudo, acreditamos que estes números ainda podem passar por processos de redução, uma vez que, a EPE incorpora crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 4,7% ao ano, estando acima de nossas estimativas que ficam mais próximas dos 4,0%”, contrapõem os analistas.
Eles lembram que esses números ainda são preliminares, e deverão ser alterados até a confecção do Plano Decenal, que tratará do consumo energético no País nos próximos 10 anos. Além disso, os analistas destacam que o Plano de 2012-2022 deverá ser mais conservador, incorporando um cenário mais desafiador para a indústria nacional de menor crescimento econômico.
Projeções
O plano aponta que o maior aumento de consumo deverá partir do comércio, que pode registrar alta de 5,8% ao ano. A indústria deve permanecer como a maior gastadora de energia do país – atingindo 346 mil gigawatts/hora em 2021.
O período de maior crescimento de gastos energéticos deve ser 2011-2016, com crescimento de 4,7% – ao passo que o crescimento do PIB estimado para esse período é de 4,4% ao ano. De 2016 até 2021, o País pode mostrar um aumento de 4,4% no seu consumo energético, enquanto o PIB avançaria aproximadamente 5% ao ano.