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SÃO PAULO – Dada a temporada de divulgação de resultados, grandes bancos fazem previsões para as companhias de energia elétrica e com base nelas, definem suas recomendações. As listas não apresentam um consenso, mas Cemig e Cesp se repetem.
Reajuste pode trazer lucro em 2008
O reajuste de tarifas recentemente proposto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) eliminou as incertezas quanto aos lucros, futuramente, de três companhias: Cemig, CPFL e Energias do Brasil, afirma relatório do banco Merrill Lynch. A Aneel publica regularmente novas propostas de valores de tarifas.
No caso da Cemig e da Energias do Brasil a proposta da Aneel ficou abaixo do esperado e deve afetar os ganhos de ambas. Por conta disso, o banco diminuiu o preço-alvo das ações da Cemig de R$ 46,50 para R$ 44.30 e dos papéis da EDB de R$ 36 para R$ 34,50. Ainda assim, as ações de ambas têm recomendação de compra, ao lado de Cesp e Eletropaulo. Também recomendada, a AES Tietê teve seu preço elevado de R$ 80 para R$ 85.
Volume de energia
O forte crescimento em volumes também será importante, principalmente para as empresas ligadas à distribuição, acredita o banco de investimentos Credit Suisse. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), os volumes de energia consumida cresceram 5,6% no quarto trimestre do ano passado, contra 4,4% do terceiro trimestre e 4,3% do mesmo período em 2006.
As empresas mais beneficiadas por essa tendência, dentro do universo de cobertura do banco, devem ser Equatorial e Eletropaulo, pois atuam apenas com distribuição de energia elétrica. No entanto, o setor como um todo será contemplado com bons resultados devido ao aumento do volume consumido. Na lista de recomendadas do banco, além das empresas já mencionadas, também aparecem Cemig, Copel, Energias do Brasil, Eletropaulo, AES Tietê e Transmissão Paulista.
Dessa forma, o Credit Suisse também destaca os proventos das companhias, sendo que a Equatorial tem a maior estimativa de dividend yield, seguida por Cemig e Eletropaulo. O valores devem ser, respectivamente, 8,9%, 6,4% e 4,3%.
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Resultados discrepantes
Menos otimista, o Bradesco prevê que as companhias estatais devem continuar apresentando resultados discrepantes, devido às diferenças de volume consumido por região. O relatório estima bom desempenho da Copel, impulsionado pela forte demanda por energia no Estado do Paraná, o que deve elevar a receita da empresa em 6,9% no quarto trimestre.
Outra aposta do Bradesco é a Cesp, “que deve reportar melhoras em todos os indicadores importantes”. Para a receita líquida da companhia, o banco estima alta de 8% no quarto trimestre e um lucro de R$ 117 milhões, em contraste com prejuízo de R$ 27 milhões no trimestre anterior. A recomendação é de compra para as duas empresas.