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SÃO PAULO – O setor de educação continua em fase de expansão. O crescimento das empresas, porém, deverá ser avaliado de outra forma. A tendência é que o foco deixe de ser em participação no mercado e ganhe projeção em volume, com aumento no preço das mensalidades.
É o que avalia o HSBC, em relatório divulgado nesta segunda-feira (26), no qual o banco elevou o preço-alvo para os papéis da Kroton (KROT11) e da Estácio (ESTC3) – a preferida deles do setor. As recomendações foram mantidas.
Após a apresentação dos resultados do terceiro trimestre das empresas do setor, a equipe avalia que a grande saída de alunos e a mundança de preços lembram aos investidores para não focar apenas em um parâmetro.
“O dilema do setor persiste: é improvável que os volumes atinjam as expectativas do mercado, mas aumentos de preços podem liberar valor”, escreveram os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini.
Setor pode atingir ápice em 2015
Os analistas acreditam que o mercado de ensino superior do País pode atingir o pico em 2015. Eles salientam que, como o crescimento atual do volume é baseado em participação de mercado, haverá um limite para a expansão das empresas do setor.
“O crescimento do volume pode decepcionar as expectativas do mercado, levando a uma possível queda rápida da avaliação cara do setor, embora seja difícil afirmar quando isso ocorrerá”, alertam.
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Eles ponderam, no entanto, que uma possível ausência de crescimento do volume poderá ser compensada com elevação de preços dos cursos. “O crescente volume de crédito estudantil via Fies pode colaborar para deixar os alunos mais flexíveis a um reajuste de preço, abrindo espaço para aumentos de preços no segmento de ensino”, avaliam.
Anhanguera:
Para o HSBC, as ações, aparentemente, já refletem fortes admissões em 2012-13 e a expansão das margens, em função da recuperação das aquisições. A dupla de análise diz que os aumentos de preços podem liberar valor, principalmente se a diferença entre os preços do ensino à distância e do ensino presencial for eliminada. O preço-alvo foi mantido em R$ 37,00, com projeção de alta de 13,5%, e classificação de “neutra”.
Estácio:
As ações da companhia são as “top-picks” do banco no setor. Conforme dizem os analistas, os papéis estão descontados em relação aos seus pares. “Vemos valor na Estácio com um Ebitda (lucro antes de juro, imposto, depreciação e amortização) de 22%.” O preço-alvo passou de R$ 41,00 para R$ 46,50 – com potencial de apreciação de 25,68% – e tem recomendação de “acima da média”.
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Kroton:
O desempenho da Kroton, apesar de que tem sido elogiável, está fadado a uma desaceleração quando o ensino superior atingir o pico em 2015, na visão do HSBC. O banco justifica que tentou equilibrar o desempenho atual com as consequências de se atingir o pico do mercado a fim de evitar pagamentos excessivos. O preço-alvo foi elevado de R$ 38,00 para R$ 40,50, com classificação de “abaixo da média”, e potencial de recuo de 3,57%.