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SÃO PAULO – Em um cenário sobre possível desvalorização do real frente ao dólar, movimento pressionado após corte da Selic pelo Banco Central em agosto deste ano, o HSBC projetou seus prováveis efeitos sobre as ações brasileiras. Para o banco, as companhias mais beneficiados pelo movimento seriam a Brasil Foods (BRFS3), Vale (VALE3, VALE5), Siderúrgicas, SLC Agrícola (SLCE3), São Marinho (SMTO3) e OGX (OGXP3).
Mineração
Entre as empresas de mineração, o banco avalia que a Vale é a companhia que mais sentiria um efeito positivo sobre sua receita e de forma mais rápida, “já que quase toda ela é denominada em dólares”. No mais, como parte dos custos é denominada em reais, o impacto líquido é positivo para a companhia, garante o HSBC.
O banco reiterou recomendação oveweight (desempenho acima da média do mercado) para suas ações, com preço-alvo para os papéis ON de R$ 53,00 para doze meses, configurando um potencial de valorização de 21,27%; já para as ações PN o preço-alvo é de R$ 47,00, um upside de 14,77% em relação ao último pregão.
Petróleo
Para a OGX (OGXP3), o impacto no balanço seria neutro, já que a empresa tem uma exposição à dívida denominada em dólares de US$ 2,6 bilhões, compensada por seus US$ 2,5 bilhões em caixa investido em dólares. No mais, o banco considera que no lado operacional, a empresa tem grande exposição à moeda norte-americana em termos de despesas operacionais e investimentos, sendo aproximadamente 75% denominados em dólar.
Assim, o HSBC recomendou overweight para as ações da OGX, com preço-alvo de R$ 28,00, configurando um potencial de valorização de 126,72% em relação ao último fechamento.
O banco acredita que a SLC Agrícola será protegida no lado de matérias-primas, desde que o preço destas não caia em dólar, como afirmou o analista Alexandre Gatner. No mais, “a companhia parece estar em boa posição para se beneficiar pelo enfraquecimento do real no curto prazo”.
No caso de companhias que possuem boa porcentagem das vendas na exportação, como é o caso da BR Foods, esse movimento de fortalecimento do dólar também será positivo. Além disso, a empresa possui forte poder de colocação de preços, “o que ajuda a repassar a inflação dos custos”.
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Já a São Martinho seria favorecida com as vendas do açúcar, devido as exportações deste produto girarem em torno de 45% da receita da companhia e as vendas domésticas responderem por cerca de 5%.
Os analistas recomendam manutenção overweight para as ações da BF Foods, com preço-alvo de R$ 37,00, configurando um potencial de valorização de 9,96% em relação ao último fechamento. Por sua vez, eles reiteraram recomendação neutra para os papéis da SLC Agrícola e São Martinho, com target de R$ 22,00 e R$ 28,00, configurando um upside de 43,70% e 33,02%, respectivamente.