AO VIVO Por Dentro dos Resultados: Alpargatas (ALPA4) - os detalhes do resultado da empresa em 2020 em entrevista ao vivo com CEO

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Radar InfoMoney

Série de anúncios da Petrobras, balanços da Fibria e Hypermarcas e 3 recomendações no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (25)

SÃO PAULO – O noticiário desta segunda-feira (25) é movimentado para as empresas da Bovespa, com uma bateria de comunicados divulgados pela Petrobras, além da temporada de resultados e recomendações de empresas. Confira os destaques: 

Banco do Brasil
O Banco do Brasil (BBAS3) terá de explicar ao TCU (Tribunal de Contas da União) se pretende renovar o contrato de parceria com os Correios para operar no Banco Postal. Conforme conta reportagem do jornal Valor Econômico, há duras negociações entre as duas partes para a renovação. O órgão deu 15 dias para o banco público oferecer informações, como se há estudos sobre a viabilidade de manter ou encerrar o contrato estudado.

O contrato vence no final deste ano, e, para que seja renovado, o BB terá de desembolsar os mesmos R$ 2,3 bilhões para operar no Banco Postal e R$ 500 milhões na rede dos Correios acordados em 2011, mas ambos com correção da Selic de lá para cá.

Petrobras
Logo após o fechamento dos mercados na sexta, a Petrobras (PETR3; PETR4) fez uma série de anúncios. O primeiro envolve um novo modelo de venda da BR Distribuidora, que contemplará um controle compartilhado da empresa. A mudança ocorreu após as três propostas recebidas não atenderem às expectativas da companhia. O novo modelo consistirá em um controle compartilhado entre parceiros e a estatal, numa estrutura societária que envolverá duas classes de ações, de forma que a Petrobras fique majoritária no capital total, mas com participação de 49% no capital votante.

O segundo anúncio referiu-se à venda da totalidade da Petrobras Chile por US$ 464 milhões, dividida em três partes: US$ 88 milhões oriundos da distribuição do excedente de caixa, anteriormente ao encerramento da transação (closing); US$ 367 milhões a serem pagos pela Southern Cross, no dia do fechamento do negócio; e US$ 9 milhões, a título de ajuste de preço, a serem desembolsados em até 65 dias úteis após o closing. O tempo estimado para conclusão do negócio é de 3 a 4 meses. A PCD possui 279 postos de serviço, além de oito terminais próprios de distribuição, operações em 11 aeroportos, participação em duas empresas de logística e uma planta de lubrificantes. Já a Southern Cross Group é um Private Equity com US$ 2,9 bilhões em ativos sob gestão e foco em investimentos na América Latina.

Já os dois últimos comunicados envolvem a reavaliação do Comperj e da Refinaria de Abreu e Lima. Segundo a companhia, a primeira decisão permitirá a continuidade das atividades de implantação das unidades do Comperj associadas à UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural). A UPGN faz parte do Projeto Integrado Rota 3 que contempla também o Gasoduto Rota 3, o Tratamento Complementar de Gás no Terminal de Cabiúnas e a faixa de Dutos Norte Rota 3. Juntos, esses projetos completam a infraestrutura de escoamento e processamento de gás natural do pólo pré-Sal da bacia de Santos.

Já para Abreu e Lima, a companhia disse que a decisão permitirá a continuidade das atividades de contratação, atualmente em curso, para conclusão da unidade de abatimento de emissões (SNOX) e demais obras de complementação do Trem 1. A SNOX é uma das unidades da refinaria com a função de tratar os gases resultantes do processo de produção de combustíveis com baixo teor de poluentes, como o Diesel S-10.

Eletrobras
O Conselho de Administração e os acionistas da Eletrobras (ELET3; ELET6) aprovaram a privatização de 6 de suas subsidiárias: Companhia Energética do Piauí (CEPISA); Companhia Energética de Alagoas (CEAL); Companhia de Eletricidade do Acre (ELETROACRE); Centrais Elétricas de Rondônia (CERON); Boa Vista Energia; e Amazonas Distribuidora de Energia.

A aprovação da transferência do controle acionário, até 31 de dezembro de 2017, ocorre desde que, até a transferência para o novo controlador, “a empresa receba diretamente da União Federal ou através de tarifa todos os recursos e remuneração necessários para operar.

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Na reunião, os acionistas da companhia aprovaram ainda a eleição de José Luiz Alqueres como novo presidente do Conselho. Além dele, entram para o Conselho: Esteves Colnago Júnior, Vicente Falconi Campos, Wilson Ferreira Junior, Ana Paula Vitali Janes Vescovi, Elena Landau e Mozart de Siqueira Campos de Araújo, este último como membro independente.

Na manhã desta segunda-feira, a companhia informou o mercado que a Centrales Hidrelectricas de Centroamerica, da qual detém 50% do capital social, vendeu todas as ações de sua subsidiária Centrales Hidrelectricas de Nicaragua. Informa a estatal em comunicado que o investimento na CHC no primeiro trimestre de 2016 foi de R$ 87,8 milhões, “existindo, porém, provisão para perdas do referido investimento na totalidade do valor investido”.

CPFL Energia
Novo presidente na CPFL Energia (CPFE3) depois de 18 anos, André Dorf avalia que transição tem sido suave e sem rupturas. Segundo reportagem do Valor Econômico, o foco da companhia segue na consolidação do setor elétrico brasileiro, priorizando os segmentos de distribuição e geração de energia.

Outro evento importante na companhia foi a venda da participação de 23,6% da Camargo Corrêa para a gigante chinesa State Grid. As expectativas são de que o novo sócio consiga garantir mais força à estratégia de consolidação da companhia.

Hypermarcas
A Hypermarcas (HYPE3) informou um lucro líquido de R$ 176,4 milhões nos segundo trimestre de 2016, o que representa um aumento de 59,2% em relação ao mesmo período de 2015. Conforme informou a companhia na noite de sexta-feira, o ressarcimento de pagamentos ilegais feitos por um ex-diretor da companhia contribuíram para o resultado do período.

Segundo release de resultado, houve uma receita extraordinária de R$ 26,7 milhões como resultado do ressarcimento firmado com Nelson Mello, seu ex-diretor de relações institucionais. Mello teria admitido o pagamento de propina a lobistas que repassariam os recursos a políticos.

Enquanto isso, a receita da empresa cresceu 11,4%, para R$ 807 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi reflexo da melhoria do desempenho operacional e da redução nas despesas financeiras, que caíram 53,6% no trimestre. Já o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) das operações continuadas subiu 26%, para R$ 305 milhões.

Segundo o BTG Pactual, a companhia reportou resultado sólido e em linha, mesmo se excluídos one offs positivos. O destaque do BTG ficou para fluxo de caixa de R$ 223 milhões, reforçando visão positiva de geração de caixa do seu modelo de negócios. De acordo com o banco, o balanço deve amenizar ruído recente no papel e mantém a recomendação de compra. 

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Forjas Taurus
A Corte da Flórida aprova acordo para encerrar ação contra a Forjas Taurus (FTJA3). Em 22 de julho, U.S. District Court for the Southern District of Florida concedeu aprovação final sobre acordo para encerrar ação judicial proposta contra a companhia e suas controladas nos EUA, segundo comunicado. “Caso não haja a interposição de recurso por qualquer das partes ou de terceiros interessados, no prazo de 30 dias, referido acordo passa a ser definitivo”.

Magnesita
A Magnesita (MAGG3) fechou acordo para vender negócio de talco por US$ 55 milhões, segundo fato relevante enviado à CVM. A unidade tem produção anual aproximada de 40 mil toneladas, 130 funcionários e teve receita de US$ 14 mi em 2015, diz Magnesita

A conclusão da transação é esperada para o quarto trimestre ou primeiro trimestre de 2017 e está sujeita às aprovações regulatórias, além de outras condições habituais.

OIBR4
A Oi (OIBR4) adiou a decisão sobre AGE solicitada pelo Société Mondiale FIA, conforme o Conselho comunicou ao mercado após reunião na última 6ª-feira. 
A 7ª Vara Empresarial do Rio, onde tramita ação de recuperação judicial da Oi, deve ser ouvida a respeito da oportunidade e pertinência da requerida convocação, diz a Oi. A Justiça deferiu pedido da Anatel para que eventual transferência do controle da Oi, incluindo troca dos membros do conselho, seja submetida à aprovação prévia da agência.

Além disso, anunciada na sexta como administradora do maior processo de recuperação judicial do país, envolvendo a operadora de telecomunicações Oi, a PricewaterhouseCoopers (PwC) pode ser impedida de exercer a função, de acordo com o jornal O Globo. Segundo o jornal,  a escolha da PwC deverá ser contestada na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) uma vez que, segundo fontes do setor, a consultoria é uma das credoras da Oi, com pouco mais de R$ 1 milhão a receber, por meio de duas empresas (a PwC Contato e a PwC Eaq).

 De acordo com o Valor, o consórcio de especialistas formado em torno de João Cox (ex-Claro), Mário César Araújo (ex-TIM), a consultoria Íntegra e a butique de investimentos americana ACGM trabalha para reestruturar a companhia. Para voltar a ser viável, a Oi precisa reduzir a dívida líquida a mais da metade – em R$ 28 bilhões.

Renova
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétric) rejeitou um pedido apresentado pela empresa Renova Energia (RNEW11), que queria adiar o início das operações de nove parques eólicos em construção na Bahia. Na apresentação do pleito, a Renova, que é uma das maiores empresas de geração eólica do País, justificou que enfrentou uma série de dificuldades nas obras. Houve demora na montagem mecânica dos geradores, segundo a empresa, por conta de problemas com o fornecimento dos componentes. A empresa alegou ainda que o processo de licenciamento ambiental também atrapalhou.

O pedido era que a entrada dos nove parques espalhados pelos municípios de Caetité, Igaporã e Licínio de Almeida, na Bahia fosse adiada em um ano e quatro meses. Pelo cronograma original, as usinas, que somam 159 megawatts de potência, deveriam ter iniciado a operação no dia 1.º de setembro de 2015. A empresa pedia que esse prazo fosse jogado para 30 de dezembro deste ano. A Aneel analisou e negou integralmente o pedido “excludente de responsabilidade”, quando uma empresa sustenta que teve seu cronograma prejudicado por situações alheias à sua vontade ou conduta nas obras. Por meio de sua assessoria, a Renova Energia informou que não comentaria o assunto. A Aneel tem adotado posição crítica em relação aos pedidos de adiamento de cronograma. 

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Anima
A Anima (ANIM3) teve a sua recomendação elevada de underperform (desempenho abaixo da média) para hold pelo Santander, com preço-alvo de R$ 16,50. 

Fibria 
A Fibria (FIBR3) registrou lucro líquido de R$ 745 milhões para o segundo trimestre, alta de 21% em comparação ao mesmo período do ano passado. A empresa teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 925 milhões nos três meses encerrados em junho, recuo anual de 20%. A margem no período recuou de 50% para 43%.

O BTG destacou que o resultado foi um pouco abaixo do esperado e chama a atenção a queda do ROE, aumento de alavancagem em dólares (de 1,86 vez no primeiro trimestre para 2,1 vezes) e custos ainda altos. “No geral, a leitura é negativa na margem e o cenário segue desafiador para o curto prazo para o papel, por conta de preços de celulose ainda baixos, real forte, fraco fluxo de caixa livre e alavancagem subindo”, afirmam os analistas. 

Light
A Light (LIGT3) teve a sua recomendação rebaixada para neutra pelo UBS. 

Biosev
O BTG Pactual retormou a cobertura para a Biosev (BSEV3) com uma classificação de compra(de neutro) e preço-alvo para 12 meses de R$ 17. “A Biosev é um player altamente alavancado, mas vemos um forte ciclo para os preços do açúcar e etanol de preços, combinado com um desempenho operacional melhor que está permitindo que a empresa opere com uma melhor estrutura de custos, afirmam os analistas. 

Vivo 
A Vivo (VIVT4) fez uma auditoria de contratos no departamento de Marketing no Brasil, segundo informações do Valor Econômico. A investigação das contas tem sido conduzida pela matriz espanhola, o que pode levar ao descredenciamento de alguns prestadores de serviços e a adoção de um código de ética para os fornecedores dessa área. A conta de publicidade e marketing da Telefônica Vivo gira em torno de  R$ 1,3 bilhão, de acordo com ranking da Kantar Ibope Media. Trata-se da oitava maior anunciante do mercado nacional.

Circularam informações no mercado nas últimas semanas de que a Telefônica Vivo poderia rever o processo de concorrência de sua conta publicitária conduzido no ano passado, quando foram contratadas as agências África, DPZ&T e Young&Rubicam. Procurada pelo jornal, a Telefonica Vivo não quis comentar as informações.

(Com Bloomberg e Agência Estado)