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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas brasileiras voltou a subir em março, após o recuo verificado no mês anterior. De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência, o aumento chegou a 24,3% sobre fevereiro e, em nível bem menor, a 8,2% na comparação a março de 2004.
Analisando o período acumulado de janeiro a março, o indicador permaneceu estável na comparação ao trimestre anterior, mas cresceu 4,4% sobre os primeiros três meses do ano passado.
Vale lembrar que a inadimplência analisada pela Serasa, que inclui registros de cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas com bancos, leva em conta fatores sazonais que podem distorcer a base de comparação, como feriados (Natal, Carnaval, Páscoa), por exemplo.
Por esta razão, a série dessazonalizada traz um cenário mais realista, denotando alta de 2,5% da inadimplência em março em relação a fevereiro; e queda de 2,7% na comparação com o último trimestre de 2004.
Títulos protestados continuam como maioria
O maior índice de débitos em atraso continua sendo dos títulos protestados, que representaram 42% da inadimplência no terceiro mês do ano. No entanto, esta participação é menor que a verificada no ano anterior, de 46%.
Os cheques sem fundos aparecem em seguida, com 39% de representatividade, superando o índice notado em 2004, de 38%. Em terceiro lugar estão as dívidas com os bancos, cuja participação chegou a 19% em março, representando um aumento mais significativo em relação ao indicador do ano passado: 16%.
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Em termos absolutos, os valores médios das dívidas ficaram assim distribuídos no terceiro mês do ano: cheques sem fundos, R$ 1.201 (alta de 6,6% sobre março de 2004); títulos protestados, R$ 1.400 (+ 9,5%); e, dívidas registradas com os bancos, R$ 3.377 (+ 23,3%).
Resultado de 2004 garante fôlego
A elevação da taxa básica de juro da econômica, a Selic, começa a refletir nas finanças das empresas, uma vez que seus efeitos já podem ser sentidos nas taxas praticadas para as pessoas jurídicas, conforme destacam os técnicos da Serasa.
No entanto, a crescimento econômico verificado em 2004 ainda garante algum fôlego para as empresas, que no ano passado tiveram maiores condições de cumprir com o pagamento de seus compromissos.