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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas brasileiras registrou queda de 14,8% em setembro, na comparação com o mês anterior, de acordo com o “Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica”, divulgado nesta segunda-feira (29).
Já frente ao nono mês de 2006, o recuo foi menor, de 1,6%. Por outro lado, considerando os nove primeiros meses do ano, houve um avanço do índice, embora moderado, de 1,7%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Tipo de dívida
Ainda na análise do acumulado de janeiro a setembro deste ano, os títulos protestados ficaram com 40,3% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. Apesar de o percentual ainda ser o maior de todos, é menor do que o apresentado no mesmo período de 2006 (40,4%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,3%. De janeiro a setembro do ano passado, o peso na inadimplência era maior, de 39,8%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 21,5% do total nos nove primeiros meses de 2007. No mesmo período de 2006, essa modalidade contribuía com 19,8% da inadimplência das empresas.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.093,09 nos nove primeiros meses do ano, o que representa um crescimento de 12,8% frente ao mesmo período de 2006.
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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.483,37 no período analisado (+6,5% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.157,00 de janeiro a setembro, sendo que houve recuo de 6,4% na comparação com o mesmo período de 2006.
Evolução do crédito
A inadimplência das empresas tem crescido em um ritmo inferior à evolução do crédito para as pessoas jurídicas. Segundo os técnicos da Serasa, a alta da inadimplência das empresas no acumulado do ano decorreu desse aumento do volume concedido de crédito e, em menor proporção, da perda de receita de setores que sofrem com a concorrência com importados.
Eles também observam que o nível de atividade econômica aquecido favorece a administração do fluxo de caixa das empresas, reduzindo o risco de não-pagamento dos compromissos assumidos.