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SÃO PAULO – A Ser Educacional (SEER3) apresentou no último sábado uma proposta de combinação dos negócios com a Estácio Participações (ESTC3), poucos dias após a última ter recebido uma oferta da Kroton (KROT3).
A proposta não vinculante do Conselho da Administração da Ser prevê que o novo capital seria formado por 68,7% de acionistas da Estácio e 31,3% da Ser Educacional.
Os acionistas da Estácio recebem ainda dividendos extraordinários no valor de R$ 590 milhões. Janguiê Diniz, fundador da Ser, teria uma participação de 22% e na posição de maior acionista. Atualmente, Janguiê possui 70% da Ser Educacional. A família Chaim Zaher e o fundo americano Oppenheimer continuam com fatias relevantes, acima de 10% da nova companhia.
Além disso, a Ser Educacional propôs pagamento de um dividendo extraordinário de R$ 590 milhões aos acionistas da Estácio, o que equivale a R$ 1,92 por ação da última. Com a fusão, a nova empresa teria cerca de 60% do capital no mercado.
De acordo com o presidente-executivo da Ser Educacional, Jânyo Diniz, a proposta já vinha sendo formulada há algum tempo e tem baixo risco de enfrentar problemas com as autoridades antitruste, uma vez que a sobreposição entre as duas companhias é baixa.
A Ser Educacional contratou o Credit Suisse e o escritório de advocacia Pinheiro Neto como assessores e afirmou que a companhia combinada deve ter forte participação nas regiões Norte e Nordeste do país.