Senado começa a analisar impeachment e mais 4 eventos agitam a semana que vem

Definição se Dilma cai ou fica pode começar nos próximos dias, especialmente na sessão da Comissão do Impeachment marcada para a terça

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em leve queda nesta semana, que foi de compasso de espera por definições na política. Na terça-feira (26), alguma definição deve surgir com a eleição da Comissão de Impeachment do Senado, que analisará o processo enviado pela Câmara e, a contar pelos placares de impeachment, deve aprovar o afastamento da presidente por 180 dias. 

Apesar da eleição e consequente insatalação da Comissão serem amplamente esperadas, o economista da Infinity Asset, Jason Vieira, acredita que o mercado deixará de estar tão ansioso com relação ao noticiário político para começar a olhar mais para o lado econômico. “Eu acho que já existe a perspectiva de que o governo vai ter minoria novamente. A chance de volatilidade é se houver uma vitória relevante do governo, que faria com que o mercado corrigisse”, explica. Ou seja, as únicas surpresas que podem acontecer são de uma perspectiva negativa para o mercado. 

Sobre as especulações de equipe econômica de um eventual governo do vice-presidente, Michel Temer, Vieira acredita que não farão preço porque não há nenhum grande nome que já tenha definido que estará na gestão dele. “Por enquanto, o mercado está imune a este tipo de especulação”, diz.

Já do lado econômico, destaque para as reuniões de política monetária aqui e nos Estados Unidos. O Copom (Comitê de Política Monetária), segundo Vieira, deve manter os juros em 14,25%, mas é preciso ficar ligado no comunicado pós decisão. “Se os membros mais hawkish (agressivos, no sentido de elevar juros), Tony Volpon e Sidney Correa, trocarem o voto para manutenção será um sinal claro de que o Banco Central vair cortar os juros”, afirma o economista. Para ele, o cenário atual já traz consigo elementos claros para um corte da taxa Selic. 

O Fomc (Federal Open Market Committee) também deve manter as taxas inalteradas, então o mercado deve ficar de olho na comunicação do comitê de mercado aberto dos EUA, que pode trazer uma comunicação mais hawkish e indicar que os EUA vão subir juros no meio do ano. “Se for para acontecer um aumento das Fed Funds Rate, ele está muito perto”, disse Vieira. 

A seguir, os destaques da agenda econômica semanal:

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Copom (Brasil)
Sem horário definido para acabar, a decisão do Copom deve mostrar uma manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%. “No atual cenário, juros altos significam mais desemprego, então é preciso ver até quando o Banco Central vai deixar as taxas neste nível”, explica Jason. O grande problema, para ele, é olhar para as sinalizações deste Copom sem saber qual será o comitê caso a presidente Dilma Rousseff efetivamente sofra um impeachment. A decisão será tomada na quarta-feira (27).  

Resultado fiscal (Brasil)
Na lista de indicadores brasileiros importantes da semana, o resultado primário consolidado das contas públicas de março deve mostrar uma piora na situação fiscal. A expectativa dos economistas é que haja um déficit de R$ 10,4 bilhões segundo as projeções do Itaú Unibanco. O indicador sairá na sexta-feira (29) às 10h30 (horário de Brasília). 

FOMC (EUA)
O Federal Open Market Committee divulga a sua decisão de juros na quarta-feira (27) às 15h. É um dos eventos mais importante do cenário macroeconômico da semana e deve ser acompanhado de perto pelos investidores. 

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PIB (EUA)
Na quinta-feira (28), será divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos para o primeiro trimestre de 2016. A expectativa mediana dos economistas é de que a maior economia do mundo cresça 0,7%, ante 1% registrado no quarto trimestre do ano passado. O número sai às 9h30. 

Para ver a agenda completa da semana que vem, clique aqui.

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