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SÃO PAULO – Julho deve começar de forma mais tranquila nos principais mercados pelo mundo, com os investidores ficando mais atentos aos dados a serem divulgados na China, além do cenário norte-americano, com o discurso da presidente do Federal Reserve. Enquanto isso, o mercado doméstico fica atento à Copa do Mundo, que pode acarretar em mais um dia de pregão reduzido caso o Brasil passe pelo Chile neste sábado.
Por aqui, o instituto de pesquisa Datafolha deve movimentar o mercado no final da semana com a realização de uma nova pesquisa eleitoral para a presidência, que tem previsão para ser divulgada a partir da próxima quarta-feira (2). A pesquisa, que tem o registro BR-0194/2014, foi contratada pela empresa Folha da Manhã, sociedade gestora de participações sociais que controla os jornais Folha de S. Paulo e Agora São Paulo e foi registrada nesta sexta-feira (27).
A entrevista com 2.884 eleitores será realizada entre os dias 1 e 2 de julho. Serão realizadas entrevistas em 178 municípios, com perguntas tanto de teor eleitoral, como preferência de candidato e qualidade do governo, assim como questões sobre a Copa do Mundo, com projeções sobre o campeão do torneio e melhor jogador. Na pesquisa ainda foram inluídas duas sobre os xingamentos feitos à Dilma na abertura da Copa.
No começo da semana, quem deve se destacar nos noticiários é a China, já que entre segunda e quarta serão divulgados os números finais do PMI da indústria e de serviços. Além do gigante asiático, esses indicadores também serão apresentados nos EUA, Europa e no Brasil. Apesar disso, os dados chineses devem se destacar por se tratar de um país onde diversas empresas – principalmente vale e siderúrgicas – tem alta exposição.
Na última semana, a preliminar do PMI da indústria na China, calculado pelo HSBC, mostrou que o país cresceu pela primeira vez em seis meses com o aumento das novas encomendas. Mesmo assim, muitos analistas acreditam que o governo poderá precisar apresentar mais medidas nos próximos meses para compensar os riscos de uma desaceleração no mercado imobiliário e a persistente fraqueza nas exportações. Para o resultado final, a expectativa é que o PMI apresente os mesmos 50,8 pontos de sua preliminar.
Com um dia a menos, semana deve ser agitada nos EUA
Nos EUA, a semana promete ser mais agitada, o que pode afetar os mercados mundiais. Além dos dados da indústria na segunda-feira, o foco dos investidores deve ficar com o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, que ocorre no dia 2 de julho. Na última semana, a autoridade monetária decidiu reduzir novamente em US$ 10 bilhões os estímulos à economia, mas chamou mais atenção por cortar sua projeção para o PIB e sinalizar uma possível alta nos juros mais cedo que o esperado.
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Vale lembrar que na última segunda-feira, a revisão do PIB do país no primeiro trimestre apontou uma retração muito mais aguda do que a anterior e também bem pior do que estimavam os analistas, culminando no pior trimestre da economia norte-americana desde os primeiros 3 meses de 2009. Segundo os dados, a atividade econômica dos EUA contraiu 2,9% em bases anuais, bem abaixo da edição anterior do indicador (-1,0%) e da expectativa dos analistas, cujo consenso apontava recuo de 1,8%, segundo projeções do portal Briefing.com.
Ainda entre os indicadores, na quinta-feira será divulgado o relatório de emprego, que conta com dados como a taxa de desemprego e remuneração do trabalhador. O mercado deve ficar atento ao que será apresentado já que o desemprego está entre as metas destacadas pelo Fed para conduzir o ritmo da retirada de estímulos no país e a elevação dos juros.
Por fim, é importante destacar o feriado de 4 de julho na sexta-feira, que deve reduzir bastante o volume movimentado no mercado brasileiro também. Vale lembrar também que a data pode contar com um pregão reduzido na Bovespa caso o Brasil ganhe seu jogo pela Copa do Mundo contra o Chile. Se isso ocorrer, a partida de quartas-de-final está prevista para sexta-feira, às 17h (horário de Brasília).
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Banco Central Europeu pode agitar o mercado
Ainda no cenário internacional, a Europa será o destaque na quinta-feira de manhã, quando termina a reunião do Banco Central Europeu. O evento ganha importância após o último encontro, ocorrido em 5 de junho, quando o BCE diminuiu sua principal taxa de juros na mínima recorde de 0,25% para 0,15%. Além disso, a autoridade surpreendeu o mercado ao cortar a taxa de depósito que passou de 0 para -0,1%.
Pela primeira vez na história, as taxas de depósito do BCE ficam em território negativo, ou seja, os bancos terão que pagar juros para deixar o dinheiro parado no BC. A decisão da instituição serve para tentar incentivar mais empréstimos dos bancos às famílias e empresas. No mesmo dia, será apresentada também a estimativa de inflação para junho na Europa, sem expectativa de mudança do quadro atual, com variação interanual ainda próxima de zero.