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SÃO PAULO – Para os analistas, a próxima semana deverá ser a mais agitada para a BM&FBovespa até o momento. Entre os dias 24 e 28 de fevereiro, a bolsa deverá ter grande foco no cenário brasileiro, em cinco dias serão divulgados 40 resultados, sendo que Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5) como os destaques, além da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) de 2013, o resultado primário do governo em janeiro, além da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve elevar a taxa de juros mais uma vez.
Para o estrategista do BB Investimentos, Hamilton Moreira Alves, esta será uma semana de definição, já que, em meio a tantos eventos corporativos e econômicos, os investidores também devem ajustar suas posições para evitarem riscos durante o carnaval. Nos dias 3 e 4 de março a Bolsa ficará fechada, enquanto no dia 5 irá abrir apenas às 13h (horário de Brasília).
Segundo o estrategista, a semana deve ser de bastante volatilidade. Porém, ele ressalta que esta semana termina com um pouco mais de calma no mercado após o governo apresentar suas metas do ano. “Um dos indicadores de uma maior tranquilidade é o dólar, que com a queda apresentada mostra indica um risco menor para o País”, explica. Nesta semana, o dólar comercial encerrou cotado a R$ 2,3534 na venda, com queda acumulada no período de 1,3%.
Terça-feira
A semana começa de forma ainda calma, com alguns indicadores semanais, mas sem grandes destaques. Fato que muda completamente na sessão seguinte, quando o mercado se prepara para a divulgação do resultado de 2013 da Petrobras, que ocorre após o fechamento do pregão. Ainda na mesma data, destaque também para os números das elétricas Eletrobras (ELET3; ELET6) e Eletropaulo (ELPL4).
Para a equipe da Citi Corretora o resultado da Petrobras deve ser bastante positivo, com um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 18,5 bilhões no quarto trimestre e R$ 5,5 bilhões de lucro líquido, antes dos ganhos provenientes da venda de ativos. Eles ainda afirma que a petrolífera pode contabilizar ganhos com as vendas de ativos de cerca de R$ 3,0 bilhões.
Quarta-feira
No dia 26, as atenções do mercado já ficam divididas entre os resultados e a agenda macroeconômica. Entre os resultados, atenção para Embraer (EMBR3), Ambev (ABEV3) e o grande destaque, a Vale. Para a XP Investimentos, a mineradora deve ter um resultado forte no último trimestre, com números sustentados pelo alto patamar do câmbio no período, favorecendo a exportação. “Na última linha, deveremos ver impactos distintos da venda de ativos, mas, principalmente, da sua adesão ao Refis”, destacou a corretora em relatório.
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Enquanto isso, o dia também será marcado pelo término da reunião do Copom, onde o mercado espera que o Banco Central eleve em mais 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros do País, que passaria para 10,75% ao ano. Recentemente, outros países emergentes iniciaram uma “disputa” ao elevarem seus juros para tentar atrair investidores estrangeiros para seus mercados.
Quinta-feira
Nesta data será a vez do PIB de 2013 ditar o humor do mercado. Segundo Hamilton, este será um importante dado para mostrar como anda a economia brasileira, principalmente após o Governo traçar suas novas metas anuais. Ainda no mesmo dia, o Tesouro divulga o resultado primário do governo no primeiro mês de 2014. Para o estrategista do BB, o dado deve ser bem recebido pelo mercado em meio às novas metas para este ano. Entre os resultados, destaque para os números da BRF (BRFS3) e da Gafisa (GFSA3).
Além disso, os EUA também entram no radar dos investidores com mais destaque ao divulgarem os dados de desemprego, que, segundo o estrategista do BB, ainda deve ser bastante vigiado para entender quais serão os próximos passos do Fed em relação à retirada de estímulos no país.
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Sexta-feira
Antes de ir pular o carnaval, os investidores terão muito o que enfrentar no mercado, enquanto ainda digerem a enxurrada de informações dos dias anteriores. Desta vez o destaque fica para a agenda norte-americana, onde será apresentado o PIB de 2013 do país. Este será mais um indicador que ajudará a traçar projeções sobre os planos do Fed, já que a retiradas dos estímulos dependem do ritmo de crescimento dos EUA.