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SÃO PAULO – A semana começou com forte correção para os mercados acionários globais, sob a influência da queda da confiança dos norte-americanos e dados sobre a economia do Japão. Nesse ambiente de incertezas, especialistas projetam os possíveis rumos das ações nesta semana.
Na última sexta-feira (14) a Universidade de Michigan divulgou o indicador da confiança dos consumidores nos Estados Unidos, que veio pior do que o esperado, assim como da medida anterior, trazendo grande pessimismo para a renda variável.
Além do indicador, outros dois fatores contribuem para o passo das bolsas nesta segunda-feira. Conforme destacado por Miriam Tavares, diretora da AGK Corretora de Câmbio, o vencimento de opções e o crescimento menor do que o esperado da economia do Japão pesam sobre as ações.
Perspectivas para Ibovespa e dólar
Durante o resto da semana os indicadores econômicos, em especial os que serão divulgados nos EUA, podem impedir uma realização mais expressiva, afirma a diretora, “já que, em linhas gerais, devem ser positivos”. Mesmo assim, Miriam espera que a volatilidade esteja presente e o “viés deve tender para o negativo”.
Portanto, no momento em que os investidores estrangeiros estiverem mais pessimistas, o dólar pode oscilar no intervalo de R$ 1,87 a R$ 1,89, com o Ibovespa operando entre os 55 mil pontos, ou até um pouco abaixo, “com o exercício de opções podendo acentuar ainda mais as perdas e impedir uma reação ao balanço positivo da Petrobras”.
Do contrário, quando o otimismo prevalecer, o dólar pode ficar entre a faixa de R$ 1,84 e R$ 1,86, com o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo operando entre os 56 mil e 57 mil pontos, sugere a diretora da AGK. Em relação aos juros, a tendência de queda nas expectativas de inflação e dos indicadores de preços deve impor um viés de queda para a curva a termo, diz ela.
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Momento para as ações, mas com cautela
Para o educador financeiro Mauro Calil, estamos mesmo em um bom momento no mercado de ações, com a recuperação acima da esperada e os balanços corporativos superando as expectativas de analistas. Porém, segundo ele, o investidor deve estar prevenido para os “soluços da bolsa”.
Na opinião de Calil ainda existe muito espaço para valorização. Cerca de 30% se considerarmos o pico histórico do ano passado. Mas neste ano somente o Ibovespa já acumula uma valorização de mais de 50%, o que pode sugerir uma forte correção. Incorporando essas premissas, o educador afirma que cautela e estratégia ao investir são necessárias neste momento.