Sem surpresas na Europa, mercado reduz ritmo com feriado nos EUA

Merkel e Sarkozy evitam novamente apresentar plano conciso contra a crise no bloco; Dexia caminha para nacionalização

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SÃO PAULO – O feriado do dia de Colombo que reduz os trabalhos nos EUA e poucos indicadores na agenda devem tornar a segunda-feira (10) pouco movimentada para as principais bolsas internacionais.

Em Wall Street, todas as atividades governamentais ficam suspensas, bem como a negociação de títulos públicos, embora as bolsas de valores ainda funcionem normalmente. Por hora, as principais bolsas europeias registram altas entre 0,20%, no índice CAC40 da bolsa de Paris e 1,79% no benchmark FTSE MIB, de Milão. Nos EUA, os principais índices futuros marcam ganhos próximos a 1,20%.

Dessa forma, as atenções ficam por conta da repercussão da reunião entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da França Nicolas Sarkozy realizada no último final de semana em Berlin. 

Sem surpresas
Segundo a percepção de Arne Lohmann Rasmussen, analista chefe do Danske Bank, os líderes de Alemanha e França promoveram nova rodada de procrastinação acerca de um plano incisivo que possa reestabilizar a Zona do Euro, tendo apenas estabelecido o final de outubro como data limite para apresentação de um pacote abrangente antes da reunião do G-20 em três de novembro.

“Os dois líderes pouco avançaram na definição de planos reais, mas Merkel sublinhou que Sarkozy e ela irão propor um pacote que permitirá uma cooperação maior entre os países do bloco, incluindo mudanças de tratados políticos”, apontou Rasmussen.

Grécia aguarda definição da Troika
Sobre o assunto Grécia, de longe o maior problema da região, a dupla evitou novamente comentar sobre a crise no país, reafirmando que aguardam o chamado relatório da Troika, que deve determinar no próximo dia 24 e apontar se Atenas tem condições fiscais para receber a parcela de € 8 bilhões e evitar o default, para comentar sobre suas perspectivas para a República Helênica.

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Dexia caminha para nacionalização
Além disto, as atenções também seguem voltadas para o turbulento setor bancário. Em meio a uma forte crise e revisões de rating, o conselho de administração do banco franco-belga Dexia aprovou a nacionalização de sua divisão bancária após ter ficado evidente seu risco de liquidez.

Focus e inflação
Enquanto isso, no front doméstico as atenções seguem por conta da pressão inflacionária. A divulgação do relatório Focus do Banco Central desta segunda-feira indica agentes de mercado seguem estimando em 6,52% a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano, porém, pela sexta semana consecutiva a inflação esperada para 2012 foi ajustada para cima, de 5,53% há uma semana para 5,59% no relatório atual.

“Segundo a estimativa do Banco Central, há uma probabilidade de 45% de que a inflação supere o topo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação está definida em 4,5%, com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em junho, a chance de romper o teto da meta era avaliada em 22% pelo BC”, lembra Miriam Tavares, economista da AGK Corretora.