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SÃO PAULO – A Moody’s rebaixou os ratings corporativos e de dívida sênior sem garantia de ativos reais da Vigor (VIGR3), de B2 para B1. A perspectiva da nota é estável. Em comunicado, a agência de classificação de risco explica que a ação conclui o processo de revisão iniciado em 17 de fevereiro de 2012, após o anúncio da oferta voluntária da JBS (JBSS3) para realizar a troca de ações com a Vigor.
“O rebaixamento foi determinado pelo fato de que, após a conclusão da permuta de ações da Vigor com os acionistas da JBS, a empresa passou a operar de maneira independente, sem o suporte operacional e financeiro do seu ex-controlador”, diz a analista da Moody’s Marianna Waltz.
A agência lembra que, até maio de 2011, a companhia tinha rating B2, quando foi elevado para B1 – mesma nota da JBS. “O upgrade refletia o benefício previsto de ganhos escala e poder de barganha provenientes da JBS, além de acesso a capital”, completa.
Além disso, o rebaixamento leva em consideração a alta alavancagem financeira da Vigor, conforme medida por dívida total ajustada sobre Ebitda (geração operacional de caixa) de 7,4 vezes em dezembro de 2011, e seu tamanho relativamente pequeno em um mercado em consolidação que tende a favorecer os maiores players.
Perspectiva estável
A Moody’s explica ainda que a perspectiva estável reflete a visão de que a Vigor conseguirá conduzir sua estratégia de expansão e possíveis atividades de fusão e aquisição de maneira responsável, ao mesmo tempo em que mantém alavancagem e rentabilidade próximas dos níveis atuais.
Desempenho das ações
É válido mencionar que as ações da Vigor registram desvalorização de xxx%, cotadas a R$ xxx, segundo cotação das 16h30 (horário de Brasília), após chegarem a cair mais de 14% no intraday. Na última sexta-feira (22), dia de sua estreia na BM&FBovespa, os papéis da companhia recuaram 19,6%.