Sem sinais unânimes, bolsas internacionais trazem dúvidas à terça-feira

Mercado interpreta diversos palpites sobre a hora de elevar o juro; no Brasil, PIB trimestral vem melhor que o esperado

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SÃO PAULO – As bolsas internacionais operam com sinais trocados na manhã desta terça-feira (9), buscando catalisadores para estender o momento favorável. Na renda fixa, o rendimento dos Treasuries sobe, mediante rumores de aumento na taxa básica de juro norte-americana.

Sem grande influência sobre a sessão, a agenda dos EUA limita-se aos estoques no atacado (Wholesale Inventories, 11h) de abril.

Passará algum tempo

Na opinião dos gestores da Pimco (Pacific Investment Management Co.), o panorama econômico ainda está ruim, afastando hipóteses de contração monetária iminente. “Passará algum tempo até que vejamos taxas maiores”, calcula o diretor Andrew Balls.

Testando os testes

Nos EUA, parlamentares avaliam os testes de estresse aplicados sobre o setor financeiro. Algumas conclusões são incômodas, citando “sérias questões” relacionadas a metodologia e transparência. Com os poucos dados disponíveis, parece impossível replicar os testes variando premissas, de modo a checar se são robustos.

Dólar chinês

A China, maior detentora de reservas internacionais, não pretende abandonar seu gosto por dólares, garante He Yafei, ministro das Relações Exteriores. “Ninguém discute seriamente a ideia de ignorar o dólar. Não acho que seja realista”.

No Brasil

Como destaque da agenda doméstica, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre registrou recuo de 1,8%, desafiando projeções piores.

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Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente à primeira quadrissemana de junho apontou inflação de 0,23%, taxa 0,10 ponto percentual inferior à registrada no acumulado em maio.

No mais, economistas e investidores especulam sobre a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que atualizará a Selic na quarta-feira. O consenso indica corte, de 75 pontos-base, para 9,50% ao ano.

Fiscalização automática

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) está prestes a inaugurar um sistema automatizado para detectar traços de insider trading. Com isso, a presidente do órgão, Maria Helena Santana, quer reiterar o combate à negociação com informações privilegiadas.