Publicidade
SÃO PAULO – Sem sinais claros de elevação da taxa básica de juro nos Estados Unidos, o dólar continua a perder valor frente ao euro, atingindo recorde histórico de baixa nesta terça-feira (15).
O fluxo negativo de notícias sobre as instituições financeiras norte-americanas, como as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, reforça a percepção de que os mercados continuam sob grande fragilidade, especialmente nos Estados Unidos.
Sinalização
Embora tenha reafirmado preocupações com inflação em seu discurso ao Senado dos EUA, o presidente do Federal Reserve – Ben Bernanke – não alimenta expectativas em investidores de enrijecimento da política monetária no curto prazo, temendo agravar a crise econômico-financeira disparada por problemas com o crédito subprime.
Paulatinamente, os temores em relação ao aumento de preços na zona do euro subsidiam prognósticos quanto ao aumento do diferencial entre as taxas básicas de juro definidas pelo BCE (Banco Central Europeu) e o Fed, aumentando a atratividade de investimento em renda fixa na Europa. Atualmente, o juro básico na Europa encontra-se em 4,25% ao ano, enquanto a Fed Funds Rate segue em 2,00% ao ano,
Efeitos
O maior fluxo de recursos destinados ao velho continente fortalece o euro em relação ao dólar, a ponto deste ter atingido seu valor mais baixo desde a implantação da moeda única, em 1999, ultrapassando pela primeira vez a cotação de US$ 1,60 por euro.
Ademais, muitos investidores têm reagido às fragilidades da economia norte-americana desfazendo-se de ativos do país, o que diminui a demanda por posições em dólares.