Sem pregão nos EUA e na Europa, BM&F Bovespa deve continuar com baixo volume

Relatório Focus indica queda nas expectativas de inflação para 2012, mas meta de 2011 não deve ser respeitada

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SÃO PAULO – Em um pregão no qual as referências externas são escassas – sem negociações nas bolsas dos EUA e na Europa -, os investidores devem se voltar para o cenário interno. Portanto, ganha destaque o Relatório Focus, pesquisa publicada pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (26) e que sinalizou queda nas expectativas inflacionárias para 2012.

Enquanto as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) e para a taxa Selic se mantiveram frente à semana anterior, em 3,40% e em 9,50% ao ano, respectivamente, para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 5,39% para 5,33%.

Contudo, a meta deste ano não deve ser alcançada, conforme a expectativa dos respondentes da pesquisa. O índice oficial de inflação deve fechar o ano com 6,54%, acima dos 6,52% projetados anteriormente e do teto da meta estabelecida pelo Governo, de 6,50%.

“A expectativa para a segunda-feira é de um pregão com volume financeiro ainda mais estreito na Bovespa, dado que não terá negociação nas bolsas dos EUA e a agenda de indicadores é fraca”, escreve em relatório o estrategista da Ágora Corretora, José Francisco Ferreira. Na última sessão, o volume já foi baixo: R$ 4,1 bilhões, contra a média diária de R$ 6,8 bilhões no acumulado do mês.

Ainda no plano interno, o mercado também pode repercutir a notícia da noite de sexta-feira, quando os mercados já estavam fechados, de que o subsídio ao etanol norte-americano não foi renovado, assim como o fato de que barreiras ao etanol brasileiro foram derrubadas.

Economia em perigo e acordo entre Japão e China
Já no cenário internacional, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou que a economia mundial está em perigo e mostrou-se frustrada com a reunião de cúpula de 9 de dezembro, quando ficou acertado um maior compromisso fiscal entre as nações da Zona do Euro. Segundo Lagarde, o ideal seria que tais países se coordenassem para transmitir uma voz única aos mercados e apresentassem um cronograma simples e detalhado.

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Enquanto isso, na Ásia, Japão e China intensificaram suas relações financeiras ao anunciarem nesta manhã que facilitarão o uso de moedas locais nas negociações diretas, em vez do dólar.