Sem OGX, Ibovespa passa a ser menos volátil e retoma status de “referência”

Agência Bloomberg, com base em compilação de dados, destacou forte diminuição da volatilidade do índice após saída da petrolífera

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SÃO PAULO – Desde o primeiro dia de novembro, a OGX Petróleo (OGXP3) não pertence mais ao Ibovespa, em meio à sua recuperação judicial. E, em apenas 11 dias fora do índice, já é possível perceber os seus efeitos. Conforme apontam dados obtidos pela Bloomberg, a saída da empresa de petróleo do Grupo EBX, de Eike Batista, reduziu a volatilidade do índice, reforçando assim o seu status de “benchmark” (referência) para as ações no Brasil. 

De acordo com dados compilados pela Bloomberg, o índice de volatilidade de 30 dias, que chegou a um máximo de 30,4, registrou queda e passou para a maior baixa em cinco meses, para 17,8, desde a sua saída. 

A Bloomberg destaca ainda que, em 16 meses, as ações da companhia tiveram baixa de 98%, eliminando assim R$ 19,7 bilhões em valor de mercado. Por outro lado, apesar da queda dos papéis ter feito a OGX ser a menor empresa do Ibovespa em valor de mercado, ela também afetou a direção do índice, uma vez que a cada nova revisão da carteira do benchmark havia um aumento da participação da companhia na carteira teórica. A agência destaca que este foi um dos catalisadores para que a bolsa mudasse a metodologia do Ibovespa após 45 anos. Além de dar menor importância ao volume, a BM&FBovespa irá barrar ações cotadas a menos de R$ 1,00.

A notícia da Bloomberg relata a opinião de Nicholas Cowley, gerente de investimentos da Henderson Global Investors em Londres, de que a OGX afetou a credibilidade do índice em 2013 à medida que ela foi ganhando maior participação no Ibovespa. Porém, com a mudança na metodologia, a expectativa é de que a confiança volte para os investidores.

Já o gerente de carteiras da J.Malucelli Investimentos, Marc Sauerman, ressalta ainda que, com a saída da OGX, também saíram entre 4% e 5% puramente especulativos do índice. Esta saída, aponta, ajudará o mercado de ações mesmo se aspectos macroeconômicos, como o baixo crescimento econômico do País e a redução do programa de estímulos pelo Federal Reserve contem contra, uma vez que mostra que o “Brasil não é só para especulação”. 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.