Sem novidades nos EUA e Europa, dólar opera em alta nessa tarde

BCE manteve juro, mesma decisão do BoE; na véspera, já reunião do Fomc sinalizou que não haverá estímulos à economia tão cedo
Dólar (Shutterstock)
Dólar (Shutterstock)

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta na tarde dessa quinta-feira (2), com valorização de 0,29%, aos R$ 2,0505 às 14h39 (Horário de Brasília). A principal causa para esssa alta está no fato de que a reunião do BCE(Banco Central Europeu) terminou sem medidas adicionais no combate à crise, decepcionando os investidores. 

O BCE manteve a taxa básica de juros da região da moeda única em 0,75% ao ano. Assim, o foco do mercado agora volta-se para as promessas do presidente do órgão, Mario Draghi, de que fará o que por preciso para salvar o euro. Contudo, a ausência de novidades no seu discurso desta manhã colocou em xeque a capacidade que Draghi tem de cumprir sua promessa no curto prazo.

O BoE (Bank of England) também terminou a reunião de política monetária com a manutenção da taxa de juro em 0,5% ao ano. O estoque do programa de compra de ativos continuou em £ 375 bilhões, ao contrário do que foi feito no último encontro, quando foi elevado em £ 50 bilhões para o montante atual.

Agenda ruim nos EUA 
Na véspera, o aguardado discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, também não animou os mercados. O resultado da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) não gerou nenhum estímulo novo à economia, nem mesmo a mudança da linguagem do comunicado, indicando que o banco central dos EUA pode ter chegado ao seu limite de intervenção.

Já na agenda norte-americana dessa data, o indicador Initial Claims apontou que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA vieram em linha com as expectativas dos analistas na passagem semanal. No período, foram observados 365 mil novas solicitações no país.  Por sua vez, o Factory Orders, que mede o volume de encomendas à indústria norte-americana, decepcionou ao mostrar recuo de 0,5% durante o mês de junho. A estimativa era de um avanço de 0,6% no período. 
<!–
Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
–>