Sem melhora no front externo, dólar segue ritmo de alta da abertura

Para especialista, medidas do Governo para conter alta do real são vistas como precipitadas, mas contribuem para movimento

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial segue o clima de mau humor dos mercados internacionais, apesar de apontar poucos negócios nesta véspera de feriado (5), e opera em alta de 0,16%, cotado a R$ 1,8310 na venda.

Segundo o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, este cenário de crise externa reforça a tendência de queda do fluxo cambial, com impacto no preço da moeda americana, movimento ajudado pelas medidas implantadas pelo Governo para controlar a valorização do real por aqui.

“O Governo, em especial o Ministério da Fazenda, viu guerra cambial, tsunamis monetários e enxurradas de dólares e propagou este fato de forma enfática como causa da apreciação do real que prejudicava a indústria nacional, porém os números do fluxo cambial divulgados pelo Banco Central do Brasil não confirmaram estes fenômenos”, destaca.

Na avaliação do diretor da NGO, as medidas adotadas pelo Governo para conter o execesso de moeda norte-americana no nosso mercado não terão os efeitos desejados. Para ele o Governo tem errado pelo que ele chama de “precipitação”, podendo ter reflexos ruins, como uma alta além do desejado. “Como temos destacado, no câmbio, a questão é de jeito e não de força. Tem que ser tecnicamente e não ‘no grito’ e precipitação”, conclui o especialista.

Indicadores
Nesta manhã, o indicador do mercado de trabalho dos Estados Unidos, o Initial Claims, decepcionou as expectativas dos analistas, ao apontar 357 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 355 mil solicitações.

Na agenda doméstica desta quinta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de março, que apontou inflação de 0,21%. Também saiu o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)que marcou taxa de 0,18% em março.