Sem Eike, Eneva deve desistir de projeto de usina no porto da LLX

Os alemães da E.On, agora, desistem de uma usina com capacidade de 2,1 mil MW, no porto da LLX

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SÃO PAULO – O projeto de uma usina de carvão da Eneva (MPXE3) no Superporto de Açu, da LLX Logística (LLXL3) deverá ser cancelado, noticiou o Brasil Econômico nesta quinta-feira (17). A suspensão da licença ambiental para a usina fez com que a Eneva reavaliasse a viabilidade do projeto, que já estava sendo questionado por causa da desistência dos projetos siderúrgicos no porto. 

As duas companhias eram propriedade de Eike Batista – mas foram as duas primeiras a serem vendidas. Os alemães da E.On, agora, desistem de uma usina com capacidade de 2,1 mil MW (megawatts), no porto da LLX – da propriedade dos americanos da EIG. O INEA (Instituto Estadual do Ambiente) destacou que não renovará a licença pelas mudanças na legislação nos ultimos anos e que o custo ambiental é muito grande: sozinha, essa usina representaria 10% das emissões de gases de efeito estufa no Rio de Janeiro. 

A Eneva mantém um projeto de usina termoelétrica a gás no mesmo local, com capacidade para 3,3 mil, mas a desistência da térmica a carvão é perigosa para a LLX. A empresa é uma das cinco melhores clientes para a LLX, junto com OSX Brasil (OSXB3), NOV, Flexibrás e Intermoor. O contrato de aluguel para a área onde a térmica seria instalada era de 35 anos, no valor de R$ 114,6 milhões. 

A LLX, que mudou de mãos definitivamente nesta semana, acompanha a situação – mas mostra-se otimista. Blair ThomasThomas não deixa de reconhecer que a empresa está em uma melhor posição frente ao mercado agora que o antigo controlador se foi. “As incertezas sobre a conclusão e os recursos para o projeto se foram, acreditamos que as negociações vão se acelerar, agora que não há mais associação direta com a figura de Eike. Nosso telefone não para de tocar”, disse em entrevista à Agência Estado na véspera.