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Sem definição, veja os impactos que rastreador de fábrica pode ter no bolso

Medida pode aumentar os preços dos veículos novos, mas, ao mesmo tempo, pode reduzir os valores de seguros

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – A obrigatoriedade de que os carros saiam de fábrica já com rastreador e bloqueador ainda está sem definição. Isso porque, após a concessão de uma liminar da Justiça, em abril, que suspendia a decisão, pedidos de revogação foram feitos e ainda estão sendo analisados.

Pela resolução, todos os veículos novos já teriam de sair de fábrica com os equipamentos a partir de agosto, mas segundo associações do setor automobilístico, as empresas ainda esperam uma decisão final da Justiça, para saber se esse será realmente o prazo.

Impactos no bolso

Caso a medida seja realmente implementada, o consumidor sentirá o impacto no bolso de diversas formas, seja nos preços dos veículos, seja no valor dos seguros de automóveis.

No primeiro caso, a medida geraria um aumento nos preços dos veículos, segundo consideram montadoras, pois o a inclusão desses equipamentos geraria um custo para as empresas que, consequentemente, seria repassado para os consumidores. Esse impacto também foi considerado pelo MPF/SP (Ministério Público Federal de São Paulo) para dar início a uma ação que pediu a suspensão da resolução.

Já nos seguros, a obrigatoriedade desses equipamentos poderá gerar uma redução nos preços. Isso porque, de acordo com o diretor da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Neival Rodrigues Freitas, com o rastreador, aumentam as chances de se encontrar um carro que tenha sido roubado ou furtado, diminuindo o número de indenizações que as seguradoras pagam por esse motivo.

“Para decidir o preço, a seguradora leva em consideração a receita que tem para cobrir gastos, sendo que um deles é a indenização. Se essa despesa for reduzida, seguradoras vão reduzir os preços”, explica.

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Porém, Freitas lembra que isso poderá demorar a ocorrer, mesmo após a adoção da medida, já que será preciso um tempo para analisar a queda no pagamento de indenizações por roubo e furto. “O impacto também vai variar por modelo e por seguradora. Há liberdade tarifária e cada empresa decide o valor do seguro. Quanto a modelos e marcas, há comportamentos distintos para cada um. Caso haja redução nos preços dos seguros, não haverá um percentual de queda igual para todos”, ressalta.

Sugerindo mudanças

Enquanto aguardam a decisão da Justiça, algumas entidades propõem mudanças nas resolução para que essa possa se adaptar mais à realidade dos veículos. Isso foi o que fez a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), que pediu a retirada da obrigatoriedade do bloqueador para os veículos de duas rodas.

Isso porque, de acordo com a entidade, o equipamento não garante que a moto não será roubada. Além disso, o bloqueador pode representar um risco para a segurança do ocupante da moto, causando acidentes em caso de bloqueio enquanto se está dirigindo.