Sem contrato assinado, aporte de Eike na OGX, de US$ 1 bi, pode não ocorrer

A tão esperada injeção de capital na petrolífera pode ficar apenas na conversa, uma vez que contrato regulando a put nunca foi assinado, diz reportagem da Veja

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SÃO PAULO – A expectativa de que a petrolífera OGX (OGXP3), do Grupo EBX, exerça sua opção contra o acionista controlador Eike Batista, exigindo que ele injete US$ 1 bilhão na empresa, aumenta a cada dia. Entretanto, o regulamento da put nunca foi assinado, o que impediria a companhia de exercê-lo.

O compromisso da opção de venda foi assumido em outubro do ano passado, porém, o contrato regulando a put nunca foi assinado, informou a coluna Radar, da Veja. 

Na quinta-feira passada, a reunião entre executivos da OGX e EBX aconteceu num clima efervecente, com ânimos exaltados de ambos os lados – lados que até meses atrás eram um só, diz a reportagem. 

Na ocasião, a OGX divulgou que terminou março com US$ 1,15 bilhão em disponibilidades, redução de US$ 500 milhões em apenas três meses. Ou seja, mesmo com o reforço no capital que virá pela venda de 40% de dois blocos na bacia de Campos para a estatal malaia Petronas por US$ 850 milhões não será suficiente para a OGX – apenas US$ 250 milhões estão sendo disponibilizados imediatamente.

Em resumo, salvo de Eike vier a público para acalmar o mercado e garantir que aportará o bilhão de dólares, a incerteza que ronda a OGX seguirá intocada.