Sem acordo, bancários cruzam os braços em SP

Segundo o sindicato da categoria, começou às 8h desta quarta uma paralisação de 24 horas na capital, com adesão total da região central

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SÃO PAULO – O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região anunciou, nesta quarta-feira (20), paralisação de 24 horas na capital paulista, contada a partir das 8h. O movimento conta com adesão de todas as agências bancárias – inclusive as internacionais – no centro da capital paulista. Já nos outros bairros não é possível contabilizar a participação.

“Não conseguimos fechar todas as agências. Muitos bancários não participam por medo de serem mandados embora”, explicou uma funcionária do sindicato, que se identificou apenas como Márcia.

Resposta

A paralisação temporária é uma resposta à falta de negociação da última reunião entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última terça-feira (19). Foi a quinta vez que os representantes se encontraram, sem conseguirem fixar um acordo.

“Os representantes dos banqueiros perderam a noção da realidade, não conseguiram definir uma proposta para ser apresentada aos trabalhadores e insistem em não dar reajuste salarial. Também não conseguiram encontrar uma justificativa para isso, porque os lucros crescem, as tarifas bancárias sobem e os trabalhadores sofrem com assédio moral e metas abusivas”, disse o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Reivindicações

O Comando Nacional dos Bancários reivindica aumento real de 7,05%, tanto sobre o salário quanto sobre os benefícios (auxílio babá, educação, vale-alimentação), além da reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados – de 5% do lucro linear mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Também é esperada a concessão da 13ª cesta alimentícia, de um vale-alimentação extra por ano e do 14º salário.

No ano passado, após greve de seis dias realizada em outubro, a categoria recebeu reajuste de 6%, R$ 1.700 de abono e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mínima de 80% do salário mais R$ 800.

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Próximas medidas

Conforme Márcia, no próximo dia 25 será realizada uma assembléia para serem decididas as próximas medidas dos trabalhadores. A expectativa, segundo ela, é de greve geral.

“Sem resposta positiva todos os bancos do Estado fecharão, inclusive do interior”, avisou.

De acordo com a Contraf-Cut (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que atua em 23 Estados e no Distrito Federal, a paralisação do dia 26 pode ser Nacional.
“A única coisa capaz de mexer com os banqueiros é a mobilização dos trabalhadores. O Comando Nacional dos Bancários indica que todos os sindicatos reforcem as atividades nos próximos dias, preparando a greve de 24 horas. A partir de agora, a mobilização tem de aumentar muito mais”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Confederação.