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SÃO PAULO – Se em 2006 a Selic experimentou uma trajetória declinante que surpreendeu a muitos, no próximo ano a taxa básica de juro da economia brasileira deverá continuar em queda, ainda que em um ritmo menos acelerado.
De maneira geral, por trás deste clima ainda otimista estão, mais uma vez, a percepção de que o cenário para a inflação segue positivo e de que o ritmo de crescimento da economia brasileira ainda é bastante modesto.
Se em janeiro de 2006 as expectativas do mercado contidas no relatório Focus do Banco Central apontavam para uma taxa entre 13,50% e 14% ao ano no final de 2007, o Copom surpreendeu deixando este patamar no passado e levando as expectativas para o juro básico no final de 2007 para 11,75% ao ano.
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Selic ainda em queda, mas em ritmo menor
Quem tem em mente que o juro básico abriu 2006 em 18% ao ano e fechou o período em 13,25% ao ano, um mergulho de 475 pontos-base, logo vai perceber que o mercado espera uma redução no ritmo do processo de afrouxamento monetário.
Naturalmente, tais projeções serão ajustadas conforme os investidores conhecerem novos dados de inflação e atividade econômica e interpretarem os sinais que o Comitê de Política Monetária transmitirá em suas decisões e comunicados.
Inflação deve continuar colaborando
Em todo caso, o que se espera para os principais elementos considerados pela autoridade monetária em suas decisões é um comportamento que favorece a materialização de um cenário caracterizado por uma taxa de juro real por volta de 7% ao ano.
Mais especificamente, embora as expectativas sejam de que em 2007 os preços deverão subir a um ritmo mais acelerado do que aquele observado neste ano, não é vislumbrada nenhuma grande ameaça ao cumprimento da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional.
Assim, um desempenho pouco robusto como o apresentado pela economia brasileira em 2006 e a percepção de que, ao menos no início do ano, o país não deverá enfrentar nenhum desequilíbrio mais preocupante entre oferta e demanda, o momento parece permitir que o Banco Central siga flexibilizando a política monetária.