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Seguro de carro pode ser bom e barato, diz Pro Teste

Pesquisa avalia quais são as melhores empresas no que diz respeito a custo/benefício. Veja como funciona a proteção após a vistoria e a composição do preço

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SÃO PAULO – Encontrar uma seguradora que garanta uma prestação de serviço razoável a um preço não tão alto não é impossível. A afirmação é da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), que realizou 225 cotações em todo o País.

A organização afirmou no documento de divulgação da pesquisa que as melhores companhias, no que diz respeito a cobertura e condições contratuais, são a Brasil Veículos e a Tokio Marine.

Levando em consideração o preço, ambas, mais a Azul e a AGF, foram caracterizadas pelo órgão como “escolhas certas”.

Exclusões

A Pro Teste alertou ainda para um detalhe que deve ser bem informado na hora de contratar uma empresa. Alguns dados, constatou, não são cobertos pelos seguros, principalmente se forem provocados em manifestações grevistas, tumultos, motins ou poluição.

A associação alertou que muitos problemas podem ser encaixados nesses critérios como forma de que a empresa se exime de pagar a indenização. O levantamento mostrou que a Brasil Veículos, Bradesco e Sul América são as que menos lançam mão dessa alternativa para deixar o segurado “na mão”.

Vistoria

Para que o consumidor faça valer seus direitos, fica o alerta: caso o prêmio (valor do seguro) tenha sido pago no momento que a proposta foi assinada, o veículo estará coberto a partir do dia da vistoria – mesmo que a apólice ainda não tenha sido emitida.

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No entanto, se a situação corresponder a uma renovação ou seguro para um carro zero quilômetro, a proteção valerá a partir do dia em que a companhia receber a proposta.

Uma vez que a empresa não aceite o cliente em sua lista de segurados, o consumidor terá direito ao reembolso proporcional pelos dias em que teve cobertura e, para não enfrentar problemas, procurar outra companhia para prestar o serviço.

Caso nesse meio tempo aconteça um acidente ou o carro seja roubado, a seguradora terá de cobrir o prejuízo, mas a pessoa precisa, então, quitar o prêmio. Na maioria das vezes, explicou a Pro Teste, esse valor é descontado da indenização.

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Preço

A pesquisa ainda é o melhor remédio para quem quer escapar dos preços muito altos. Além da seguradora escolhida, os seus hábitos também influenciam – e muito – na hora em que o prêmio é definido.

“Além do perfil de quem contrata o serviço, a localização tem grande efeito sobre o preço final”, afirmou a responsável pelo estudo, Sassame Leal. A advogada explicou que mulheres pagam menos pelo serviço, assim como condutores mais experientes – fator definido pelo tempo que a pessoa possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Localização

“Porém, mais do que tudo isso, o que tem mais efeito sobre o preço final é o local onde o segurado mora”, explicou Sassame, informando que, neste caso, as companhias – sem exceção – avaliam o número de roubos, furtos e acidentes registrados próximos ao endereço.

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“É o fator de risco”, adicionou. “Quando maior o número de sinistros (indenizações) pagos, maior será o valor”, finalizou.

Opção de perfil

Com essa alteração de preço de acordo com o perfil do usuário, muitas pessoas acabam colocando o seguro no nome de uma pessoa da família que tenha características “mais baratas”, mesmo não sendo ela quem mais utilize o carro.

Isso, afirmou Sassame, caracteriza fraude, e pode gerar muitos riscos ao consumidor. Em primeiro lugar, avaliou, o perfil deve ser daquele que realmente necessita do carro para exercer atividades rotineiras.

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Vale lembrar que quando uma seguradora vai definir o perfil do condutor, ela questiona quem é a pessoa que mais utiliza o veículo. Esse porcentual de utilização varia de empresa para empresa, mas normalmente está entre 80% e 85% do tempo.

Dessa forma, o principal condutor não precisa necessariamente ser o proprietário do automóvel. Por outro lado, caso a utilização seja feita em partes iguais pelos membros da família, é o nome de quem comprou o carro que vai para o perfil principal. Mas tudo deve ser devidamente detalhado.

“Se o seguro está no nome do pai, mas o filho já pediu a liberação da indenização quatro vezes, por exemplo, a companhia vai estranhar e investigar a situação”, afirmou a advogada. Se comprovado que houve fraude na contratação, a seguradora não paga a indenização, não autoriza o conserto e ainda retém o dinheiro que já havia sido pago.