Publicidade
SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, nessa quarta-feira, a sua Pesquisa Mensal do Comércio referente a junho, que revelou que o volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 5,37% em relação ao mesmo período do ano passado.
Deste modo, o setor fechou o semestre passado com recuo de 5,57% na comparação com o primeiro semestre de 2002, sendo o pior resultado semestral desde a criação da pesquisa.
Com esse resultado, o acumulado no ano ficou negativo em 2,95% ao final de junho. Refletindo a inflação no período, a receita nominal de vendas cresceu 14,96% na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto cresceu 15,24% e 12,15%, respectivamente, nos acumulados do primeiro semestre desse ano e dos últimos doze meses.
Todos os segmentos apresentaram menores vendas
Dentre os segmentos que compõem o levantamento, o pior desempenho foi apresentado pelos Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 8,27%, que teve peso superior a 70% da pesquisa. O segmento acumula assim queda nas vendas de 6,63% no ano e de 4,58% nos últimos doze meses.
Já a atividade de móveis e eletrodomésticos apresentou recuo de 4,73% em junho, frente ao mesmo mês de 2002, encerrando o semestre com queda de 10,40% nas vendas, o pior desempenho do varejo. Nos últimos doze meses o segmento acumula queda da ordem de 6,11%.
Varejo de SP e Rio vem apresentando quedas sucessivas
Acima de 60% da queda da atividade varejista do país no mês de junho foi em virtude dos resultados de São Paulo, cujas vendas recuaram 5,44%, e do Rio de Janeiro, com queda de 7,22%, que vêm apresentando queda sucessivas durante 2003. Deste modo, o setor acumula em 2003 queda de 8,47% no Rio de Janeiro, e de 5,24% em São Paulo.
Continua depois da publicidade
Diante da estagnação econômica e da conseqüente queda da renda dos consumidores, apenas três estados apresentaram aumento no volume de vendas em junho frente a igual período do ano anterior. Em Rondônia as vendas avançaram 1,65%, em Mato Grosso subiram 0,58% e em Pará cresceram 0,52%.