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SÃO PAULO – O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, divulgou nesta quinta-feira, dia 25 de novembro, a ata da reunião realizada nos dias 16 e 17 deste mês, quando a autoridade monetária elevou a taxa básica de juro brasileira, Selic, em 0,50 ponto percentual, dentro das previsões feitas pelo mercado.
De acordo com as informações contidas na ata, a aceleração dos núcleos de inflação medidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e o crescimento da produção, que se aproxima do limite de sua capacidade instalada, foram elementos fundamentais que levaram ao ajuste da Selic na última reunião.
O temor em relação às metas de 2005, em virtude da inércia inflacionária, havia sido a principal razão para a elevação de outubro e continua sendo a maior preocupação dos diretores que compõem o Comitê de Política Monetária.
Economia aquecida
Com o crescimento do emprego e da massa salarial, as vendas no varejo mantiveram-se num ritmo dinâmico de crescimento. Desta forma, a ata observou que o forte crescimento da produção causou uma variação como não se observava desde de 1994, levando muitos setores da economia a operarem bem próximos de sua capacidade instalada.
Segundo o Copom, embora os últimos índices mostrassem um ritmo de crescimento mais moderado, não se pode concluir que a tendência esteja sendo revertida.
O comitê avalia também que deve seguir com o processo de ajustes graduais na taxa de juro, destacando dois riscos para o atual cenário: a sustentação do petróleo em um elevado patamar e as expectativas de inflação para 2005.
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Preocupação com o petróleo continua
O Copom sinalizou que, mesmo com o recuo do patamar do petróleo às vésperas da reunião de outubro, a cotação da commodity mantém-se em um patamar elevado e incerto, avaliado como risco potencial de inflação.
Desta forma, a autoridade monetária manifestou preocupação em relação ao impacto que o realinhamento dos preços do barril poderiam causar sobre a inflação do ano seguinte e sobre a cotação do câmbio.
O documento revela que as projeções para inflação de 2004 não se alteraram, no entanto, o forte movimento de aceleração não estancou as preocupações com a meta de 2005. Caso avalie que o risco de distanciamento das metas continue, a autoridade monetária estará preparada para alterar o ritmo do processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado no mês de setembro.