Segunda parcela do décimo terceiro irá para compras, diz Fecomercio-SP

Apenas 20% dos entrevistados pretendem utilizar o dinheiro para quitar dívidas, o que causa preocupação quanto à inadimplência

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Se quitar dívidas com a primeira parcela do décimo terceiro salário é objetivo de 31% dos paulistanos, quando o assunto é o segundo pagamento do abono, essa proporção cai para 20%. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (27) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) mostrou que os compradores não pretendem zerar suas pendências para se livrar de gastos futuros, mas, sim, fazer aquisições.

Conforme detalharam técnicos da entidade no documento de divulgação do estudo, o comportamento dos consumidores é tido como “alarmante”. “Com isso e a facilidade de crédito, o consumidor inicia 2008 com dívidas e com a sua renda comprometida, o que pode significar inadimplência ao mercado”, afirmaram.

Comportamento de consumo

O décimo terceiro é pago em duas vezes: a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Por conta da inserção desse dinheiro extra na economia, dezembro representa cerca de 11% a 12% do total das vendas no varejo no ano, ou cerca de 30% ou 40% maior do que a média dos outros meses.

Na tabela abaixo é possível verificar qual o destino da primeira e da segunda parcelas do benefício a serem pagas neste ano, bem como o resultado da mesma pesquisa realizada no ano passado.

Destino do décimo terceiro
2006
ObjetivoPrimeira parcelaSegunda parcela
Compras19%26%
Poupança15%17%
Pagamento de dívidas23%52%
2007
ObjetivoPrimeira parcelaSegunda parcela
Compras20%31%
Poupança28%27%
Pagamento de dívidas31%20%

Fonte: Fecomercio-SP

“Nota-se um aumento na intenção de poupar com os recursos, o que mostra conscientização dos consumidores para não gastar todo o dinheiro, visando ao final do ano, lembrando que, no início do próximo ano, há uma concentração de pagamentos, tais como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e outras parcelas”, explicaram os técnicos da entidade.

Aqueles que pretendem gastar o dinheiro deverão fazê-lo, principalmente, com roupas e calçados (37%), produtos típicos de vendas no Natal.

Movimentação

A Fecomercio-SP estima que a Região Metropolitana de São Paulo movimente R$ 6 bilhões com os recursos, sendo que, conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), serão quase R$ 64 bilhões em nível nacional.

Em São Paulo, esse volume de dinheiro representa 6% do total do consumo das famílias e essa proporção deve ser mais ou menos a mesma no restante do País, com um valor considerado como expressivo.

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