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SÃO PAULO – Acompanhando a trajetória da moeda no cenário internacional, o dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, promovendo um movimento de ajuste na cotação da divisa.
A moeda atingiu nesta sessão seu maior valor em seis meses frente ao euro, impulsionada pelo divulgação dos dados das vendas no varejo na economia norte-americana. Em abril, as vendas apresentaram expansão de 1,4%, ficando bem acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,6%, e também do crescimento de 0,3% do último referencial.
Deflação no cenário doméstico
Internamente, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) anunciou pela manhã a primeira prévia do
mês de maio do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). O indicador apurou deflação de 0,03% e dividiu os investidores.
Com a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), na última quarta-feira, referente ao mês de abril, o mercado aguardava uma nova elevação de 0,25 ponto percentual na Selic, na próxima reunião do Copom. No entanto, o registro de deflação, apurado pelo IGP-M, pode conduzir a uma manutenção do juro básico brasileiro.
Além disso, a deflação anunciada nesta sessão ilustra que o setor exportador já estaria sofrendo os impactos negativos das recentes desvalorizações do dólar. Como o câmbio está muito baixo, os exportadores estariam voltando sua produção para o mercado interno, aumentando a oferta no cenário doméstico, promovendo, assim, uma queda nos preços.
Deterioração do cenário político
A moeda norte-americana acentuou seu movimento de alta depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, determinou a abertura de processo de investigação contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por suspeita de crime contra o sistema financeiro e evasão de divisas.
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A decisão deixa o mercado “nervoso”, segundo afirmam os analistas. Neste cenário, a tendência é de que haja uma elevação da demanda por dólar.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4660 na compra e R$ 2,4670
na venda, alta de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7500, representando um ágio de 11,52%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,41% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,01%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.485,
alta de 0,44% em relação ao fechamento
de R$ 2.474
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,28%,
atingindo R$ 2.518 frente
à R$ 2.511 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,74% para julho de 2005, estável em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,61%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.
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