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SÃO PAULO – As cotações do barril de petróleo voltaram a cair nessa sexta-feira (10), fechando a maior queda semanal nos preços desde janeiro, acumulando 10% de desvalorização. Investidores voltaram a moldar estratégias de momentum negativo para o combustível, deixando a reversão para frente.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 60,44 no pregão desta sexta-feira, com baixa de 1,08% em relação ao último fechamento.
Por sua vez, o contrato com vencimento em agosto, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, encerrou cotado a US$ 59,78 por barril, configurando queda de 0,86% frente ao fechamento anterior.
Sentimento do consumidor
A versão preliminar da confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em julho, apontando 64,6 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 70,0 pontos, e ao índice apurado no mês de junho, quando marcara 70,8 pontos, somando às preocupações sobre a demanda pela commodity.
O maior pessimismo dos norte-americanos em relação a economia apontado pela indicador alimenta as teses de redução do consumo do produto nos EUA, o maior demandante mundial de óleo bruto.
Maior produção
Outra referência para a queda do óleo foi a divulgação do relatório da EIA (Energy Information Administration), em que a agência aponta o aumento, pelo segundo mês consecutivo, da produção de petróleo nos países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
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Segundo o documento, os 11 membros do cartel produziram cerca de 26,2 milhões de barris diários em junho, acima da sua meta de 24,8 milhões de barris por dia, aumentando a pressão de queda sobre os preços.
Câmbio
As cotações também foram influenciadas pelos ganhos do dólar frente às principais divisas internacionais durante o dia, com maior investidores procurando o refúgio seguro da divisa norte-americana.
Vale lembrar que uma alta da moeda dos EUA geralmente se traduz em uma desvalorização do petróleo por conta da compensação da variação do câmbio (visto que o preço do petróleo é expresso em dólares) e da tendência dos investidores migrarem suas aplicações para alternativas de menor risco (no caso, a saída de posições em commodities para aplicação na moeda norte-americana).
Demanda maior
Por fim, a AIE afirmou durante o dia que a demanda global por petróleo deverá se recuperar em 2010, após dois anos seguidos de queda, acompanhando a retomada da economia.
A agência prevê um avanço de 1,4 milhão de barris, ou aproximadamente 1,7%, para 85,2 milhões de barris diários, no consumo do produto ao longo do próximo ano.