Segmento de serviços também pressiona alta dos preços, aponta diretor do BC

"Alimentos têm sido parte dessa história, mas não são toda a história", argumentou Mário Mesquita

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SÃO PAULO – De acordo com o diretor de política econômica do Banco Central, Mário Mesquita, o segmento de serviços também pressiona a inflação atualmente, e não apenas o grupo de alimentos. “Alimentos têm sido parte dessa história, mas não são toda a história. Serviços voltaram a se acelerar e isso você não consegue importar”, afirmou.

Conforme divulgou a Agência Brasil, Mesquita esclareceu que o processo inflacionário nunca começa de forma difusa, ou seja, no início se observa aumento nos preços em alguns setores, em seguida, esse aumento passa para outros produtos, até que se generaliza.

Expectativa de inflação

Para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) leva em consideração a trajetória da inflação. Para este e para os próximos dois anos, o centro da meta de inflação é de 4,5%.

E de acordo com o diretor de política econômica do BC, a expectativa de inflação é gerada por aumento da procura por produtos e serviços, com economia aquecida.

“A atividade econômica no Brasil encontra-se bastante aquecida, de forma clara. Isso cria um ambiente no qual certo repasse de preços torna-se mais provável. Por isso, o Banco Central trabalha para manter a inflação em trajetória consistente com as metas”, disse.