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SÃO PAULO – Em um tom de resignação/conformismo, mas não de tragédia, diante dos mais recentes resultados do setor de máquinas e implementos agrícolas, dirigentes das duas principais entidades do segmento disseram na última quinta-feira (04) que acreditam em um mercado estável em 2016.
Segundo Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de máquinas agrícolas neste ano devem ficar em patamar similar ao que foi registrado em 2015, quando foram comercializadas 45 mil unidades.
Na avaliação de Moan, apesar da retração econômica, o agronegócio vem sendo a exceção positiva e “o produtor rural sabe que produtividade é a chave do sucesso, e ela [a produtividade] se dá por meio da modernização do maquinário agrícola”, afirmou.
Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA/Abimaq (Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), vai na mesma linha de Moan ao declarar que espera um 2016 igual a 2015. Ambas as entidades divulgaram nesta quinta seus mais recentes balanços relativos ao segmento.
De acordo com a Anfavea, as vendas de máquinas agrícolas caíram 29,4% em janeiro se comparadas ao resultado de dezembro, e apresentaram recuo de 53,2% em relação ao mesmo mês de 2015. Por outro lado, a produção cresceu 79,1% no primeiro mês do ano sobre dezembro, embora tenha apresentado queda de 64,8% no tocante ao mesmo mês do ano passado. Já as exportações do setor em janeiro caíram 44,4% em relação a dezembro, e 40,6% se comparadas ao mesmo mês de 2015.
Dados divulgados pela CSMIA/Abimaq apontaram uma queda de 21% nas intenções de compras em relação à edição do ano passado.
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“Os números estão de acordo com as tendências do mercado: no ano passado as vendas do segundo semestre caíram 20% em relação ao primeiro e, neste momento, a queda permanece no mesmo patamar”, explicou Estevão Bastos.