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SÃO PAULO – Que o mercado de securitização tem encontrado mais espaço, parece estar claro. As razões pelas quais esta tendência tem se revelado são as mesmas que farão com que este tipo de instrumento se torne cada vez mais popular. Leia-se: maior estabilidade econômica, um quadro caracterizado por taxas de juros em movimento declinante e, de uma maneira bem geral, um clima mais otimista quando se fala da economia brasileira.
Muito embora o momento favoreça o crescimento deste tipo de produto, suas especificidades estão, certamente, entre os fatores que reduzem a gama de investidores dispostos a encarar seus riscos para se beneficiar de suas vantagens. Em todo caso, muitos ainda estão conhecendo as etapas da securitização e, nesta etapa do processo, é importante conhecer quem e por quais motivos acessa este mercado.
Quem vai ao mercado?
De acordo com informações da Moody’s, uma operação de securitização envolve três partes: aquela que gera os créditos que serão securitizados, os intermediários, que estruturam e distribuem os títulos e, naturalmente, os investidores.
Para o investidor, é muito importante saber que tipo de empresa, por algum motivo, resolve “empacotar” seus recebíveis em uma securitização e emitir títulos neles rastreados. Entre as que costumam optar por tal estratégia estão os bancos, financeiras e, embora ainda em menor extensão, empresários do setor industrial.
Os fins e os meios
Os originadores, quando securitizam seus recebíveis, podem ter como objetivo obter um acesso imediato à liquidez, oferecendo em troca o fluxo de caixa gerado pelos ativos que serviram de base para a operação de securitização.
É possível também ampliar as alternativas de captação disponíveis, mesmo porque o custo de captação em uma operação de securitização é, muitas vezes, menor se comparado aos meios tradicionais. Naturalmente isto depende de fatores como o rating do originador e a qualidade dos recebíveis em questão.
Instrumento mais democrático
Além disso, este tipo de instrumento facilita o acesso de empresas de menor porte a um mercado no qual os custos de captação são mais competitivos, impulsionando o crescimento de empresas entrantes, por exemplo.
Por fim, como sob certas condições as operações de securitização podem ter um tratamento contábil diferenciado, recorrer a este mercado pode ser potencialmente benéfico para os bancos e demais instituições financeiras que são sujeitos a exigências regulatórias.