Secovi-SP: imóveis de dois quartos representam 57% dos vendidos em setembro

Considerando o valor total obtido com a comercialização, as propriedades do segmento responderam por 22,5%

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SÃO PAULO – Levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta quarta-feira (19) revela que os imóveis de dois dormitórios responderam por 1.450 (57%) das 2.544 propriedades novas comercializadas na cidade de São Paulo em setembro de 2008.

Considerando o valor comercializado no nono mês do ano, o segmento de dois quartos representou 22,5% do total. Os imóveis de três dormitórios, por sua vez, responderam por 22,6% dos imóveis vendidos e por 23,9% do valor comercializado.

Ainda de acordo com o Secovi-SP, as propriedades de um e quatro dormitórios representaram, respectivamente, 1,5% e 19% do total de imóveis vendidos no nono mês do ano. Em valores, os percentuais foram de 0,9% e 52,7%.

Vendas menores

Em setembro, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registraram queda de 38,6%, na comparação com agosto.

A performance, medida pelo VSO (Indicador Venda sobre Oferta), foi de 13,8% no nono mês do ano. Em agosto, foi de 20,7%.

Acumulado do ano

No acumulado do ano até setembro, as vendas em unidades aumentaram 17,4%, frente a igual período do ano passado, somando 28.464 unidades comercializadas. O indicador VSO médio de 2008 foi de 16,1%, o qual já superou a média anual de 2007 (16,2%).

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A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) aponta um total de 2.368 unidades lançadas em setembro, um recuo de 35% na comparação com o mês imediatamente anterior.

Demanda

De acordo com o Secovi a atividade imobiliária, assim como outros setores da economia, também se preocupa com o atual cenário econômico devido à crise financeira mundial. A queda no número de lançamentos seria um indício desta apreensão, pois teme-se a falta de potenciais compradores no futuro.

“A taxa de crescimento anual de lançamentos e de vendas vem desacelerando, com a possibilidade de reversão de tendência até o final do ano”, ressalta o economista-chefe do Sindicato, Celso Petrucci.