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SÃO PAULO – Levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) revela que os imóveis de dois dormitórios responderam por 47,5% das 946 propriedades novas comercializadas na cidade de São Paulo em outubro de 2008.
Considerando o valor comercializado no décimo mês do ano, o segmento de dois quartos representou 18,3% do total. Os imóveis de três dormitórios, por sua vez, responderam por 25,2% dos imóveis vendidos e por 24,7% do valor comercializado.
Ainda de acordo com o Secovi-SP, as propriedades de um e quatro dormitórios representaram, respectivamente, 2,1% e 25,3% do total de imóveis vendidos no décimo mês do ano. Em valores, os percentuais foram de 1,3% e 55,6%.
Vendas menores
Em outubro, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registraram queda de 62,8%, na comparação com setembro.
A performance, medida pelo VSO (Indicador Venda sobre Oferta), foi de 4,9% no décimo mês do ano. Em setembro, foi de 13,8%.
Acumulado do ano
No acumulado do ano até outubro, as vendas em unidades aumentaram 4,7%, frente a igual período do ano passado, somando 29,4 mil unidades comercializadas. O indicador VSO médio de 2008 foi de 14,9%, inferior ao percebido até outubro de 2007 (15,6%).
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A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) aponta um total de 29 mil unidades lançadas em outubro, um avanço de 5,07% na comparação com o mesmo período de 2007.
Demanda
De acordo com o Secovi, pode-se afirmar que houve parada técnica do mercado imobiliário em outubro. “Trata-se de um comportamento lógico diante de uma situação financeira e econômica mundial de caos, com conseqüências imprevisíveis para a economia brasileira”, analisa o economista-chefe do Secovi e membro do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), Celso Petrucci.
“O mundo não acabou e a economia real precisa prosseguir suas atividades. Há uma forte demanda a ser atendida e o mercado imobiliário ainda está na fase de início de crescimento”, afirma o vice-presidente de Tecnologia e Relações de Mercado do sindicato, Alberto Du Plessis, acrescentando que a crise financeira globalizada reduzirá a forte recuperação do crescimento do setor. “Mas a necessidade primordial de produção imobiliária precisa ser antedida e o mercado vai superar esse momento”.