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SÃO PAULO – Caso algum país integrante da Zona do Euro necessite de socorro financeiro, e este socorro extrapole o valor do pacote orçado pela UE (União Europeia) em conjunto com o FMI (Fundo Monetário Internacional) no valor de € 750 bilhões, os Estados-membros irão fornecer ainda mais dinheiro.
A declaração foi dada por Herman Van Rompuy, presidente da UE, que, no entanto, foi enfático ao afirmar que até o momento não houve necessidade de elevar o pacote, além de afastar uma possível moratória grega.
“Atualmente ainda nem há sinais de um pedido para pôr este plano de resgate em prática”, disparou, em entrevista à revista belga Tends. “E, se provarem que o plano é insuficiente, a minha resposta é simples: nesse caso, vamos fazer mais”.
Abandono do euro?
Van Rompuy também mostrou-se cético quanto a um possível cenário de abandono do euro por parte de algum país-membro, ao mesmo tempo em que descartou o não cumprimento das determinações pela Grécia ou outra região problemática. “Há muitas declarações improvisadas na imprensa internacional sobre a reestruturação da dívida, mas penso que [estes cenários] possam acontecer”, afirmou.
Câmbio ajuda, mas não proposital
Por fim, Van Rompuy avaliou que desvalorização pela qual passa a moeda única desde a deflagração dos problemas fiscais do continente europeu ajudou a recuperação econômica da Zona do Euro, mas afirmou ainda não ser possível avaliar o seu impacto real e complementou dizendo que o movimento cambial não é propositado.