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SÃO PAULO – O governo dos Estados Unidos está considerando auxiliar na captação de fundos do FMI (Fundo Monetário Internacional), segundo informações do jornal alemão Handelsblatt. A Bloomberg cita o periódico, que teria conversado com autoridades próximas de Angela Merkel, chanceler da Alemanha, sobre a possibilidade dos EUA contribuirem para o reforço de capital do órgão.
No aguardo da Europa
A única ressalva que os norte-americanos teriam é de que a Zona do Euro comece a apresentar melhoras quanto à crise da dívida no bloco. Uma decisão quanto ao repasse para o FMI ou não viria após os europeus tomarem medidas para possibilitar um acesso mais fácil de seus países ao financiamento público.
Segundo o Handelsblatt, na reunião entre Merkel e Christine Lagarde, diretora-gerente do fundo, foi discutido o papel da Grécia dentro desse impasse. Fontes teriam dito que as duas consideram como importante que o primeiro passo a ser dado seja definir quanto de sua dívida será detida por investidores privados.
A ideia das duas líderes é de que o governo grego já defina essa proporção na próxima semana, entre 16 e 21 de janeiro. Um dos motivos é a cúpula da União Europeia, onde todo esse cenário deve ser debatido. O evento seria realizado no dia 30, mas acabou sendo adiada por conta de uma greve geral na Bélgica, cuja capital abrigará o encontro.
Discordância
Se o governo norte-americano pensa em reforçar os fundos do FMI, há discordância entre seus políticos. Em meio ao processo de seleção de candidatos para a eleição presidencial, a ser realizada no segundo semestre, um dos candidatos do Partido Republicano, Mitt Romney, descartou uma possível ajuda à Europa.
De acordo com o adversário de Barack Obama, presidente dos EUA, se depender dele, “nenhum dólar” será dado para um possível resgate ao bloco econômico europeu.