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SÃO PAULO – Fortalecimento do perfil financeiro, redução da alavancagem consolidada, menor exposição a riscos de refinanciamento e melhoras nos contornos da dívida de longo prazo. Foram estes os fatores que levaram a Fitch a elevar o rating nacional de longo prazo da CCR (CCRO3) para A+(bra), saindo de A(bra).
“A bem-sucedida emissão de ações da companhia, realizada em outubro de 2009, no total de R$ 1,2 bilhão, reforçou a estrutura de capital da empresa e sua posição de liquidez, o que resulta em maior flexibilidade financeira para a companhia desenvolver seus planos de crescimento”, ressaltam os analistas da agência de classificação de risco.
Segundo eles, o rating da CCR reflete ainda a forte e previsível geração operacional de caixa do grupo, com margens operacionais sólidas e estáveis e o grau satisfatório de cobertura dos dividendos recebidos pela holding, frente às suas dívidas. A questão do fluxo de proventos da holding, inclusive, mereceu uma atenção especial.
Riscos
“A estratégia do Grupo CCR é maximizar o fluxo de dividendos das empresas operacionais para a holding”, explica a Fitch. O problema desta abordagem é que ela prevê eventuais aumentos de alavancagem em algumas das companhias controladas, prática vista com cautela pela agência de classificação de risco, que pede um “limite adiministrável” de endividamento.
“Os ratings poderão sofrer rebaixamento numa eventual e considerável deterioração do desempenho operacional, aliada a índices de alavancagem mais elevados”, destaca, pedindo atenção para a situação de liquidez da companhia no caso de uma aquisição ou investimento relevante.
Por outro lado, as notas podem ser elevadas novamente “caso a CCR apresente melhoras consistentes em suas medidas de crédito, por meio da redução de sua alavancagem e da manutenção da forte liquidez”.