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SÃO PAULO – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP divulgou, na manhã desta segunda-feira, a variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente à terceira quadrissemana de abril.
Nesse período, o IPC registrou inflação de 0,71%, abaixo dos 0,84% apurados na segunda prévia de abril, e também inferior frente à variação positiva de 0,86% contabilizada na terceira prévia de março.
Desta forma, a inflação medida em São Paulo interrompe a seqüência ascendente das últimas prévias e registra desaceleração. No entanto, a variação do indicador medido pela Fipe ficou acima das expectativas contidas no relatório Focus, que compila a opinião de cem analistas, que apontavam para inflação da ordem de 0,60% em abril.
Mesmo assim, foi possível notar desaceleração da alta dos preços com relação tanto à segunda prévia deste mês como frente à terceira quadrissemana do mês passado. Para esse movimento, colaboraram principalmente as menores altas dos itens transportes e saúde.
Apenas vestuário registrou aceleração
Na terceira prévia de abril, apenas o item vestuário registrou elevação superior àquela verificada na segunda quadrissemana deste mês. Com a entrada da coleção outono-inverno, o item registrou elevação de 1,15%, acima dos 0,90% apurados na prévia anterior, contribuindo 0,061 ponto percentual.
Já o item educação manteve-se estável, registrando elevação de 0,25% e, devido à baixa ponderação no índice, tal reajuste implicou acréscimo de apenas 0,01 ponto percentual ao IPC.
Saúde desacelera, mas reajuste segue elevado
Contrariando a tendência das últimas quadrissemanas, a variação dos preços do item saúde (+1,37%), apesar de ter sido elevada, foi inferior àquela verifica pela segunda prévia de abril (2,16%), acrescentando 0,096 ppt ao IPC.
O movimento de acentuada elevação deve-se principalmente à liberação dos preços de diversos medicamentos pelo governo.
Já a alta dos preços referentes ao item alimentação chegou a 1,35%, abaixo da inflação de 1,53% apurada na segunda prévia deste mês, acrescentando 0,306 ponto percentual ao IPC.
Por sua vez, os preços relativos ao item despesas pessoais registraram alta de 0,34%, abaixo dos 0,43% contabilizados na segunda prévia de abril, acrescentando 0,042 ponto percentual ao IPC.
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Transportes e habitação também registram desacelerações
Os preços relativos ao item habitação também registraram desaceleração na terceira prévia de abril (+0,48%), ficando assim abaixo da elevação de 0,55% registrada na segunda quadrissemana deste mês, adicionando 0,159 ppt do IPC.
Finalmente, o reajuste médio dos preços relativos a transportes atingiu 0,20%, abaixo do patamar de 0,34% contabilizado na segunda prévia deste mês, colaborando com 0,033 ponto percentual do índice, em função da dissipação do efeito da elevação dos combustíveis e da tarifa de ônibus urbano.
O IPC é divulgado semanalmente pela FIPE. A pesquisa de preços é feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham entre 1 e 20 salários mínimos. A cada divulgação, a semana a que se refere à coleta de dados substitui a primeira semana da coleta do período passado. No fim do mês é calculada a taxa referente ao mês em questão sendo comparada com a taxa do mês anterior.