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SÃO PAULO – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pretende organizar durante este final de ano um plano destinado a conter as altas taxas de desemprego do país, conforme publicado na imprensa internacional. Esse plano se basearia num acordo entre trabalhadores e empresas, prevendo o corte nos salários para a manutenção dos postos de trabalho.
Inspirado em medidas realizadas pela Alemanha durante a crise econômica de 2009, o projeto tem como base exigir que as empresas tenham que reter todos os seus empregados, mesmo que haja queda em pedidos às indústrias, enquanto os trabalhadores aceitariam salários mais baixos. Em contrapartida, o governo atuaria de forma a compensar algumas das perdas salariais e as contribuições previdenciárias, de acordo com o Ministério do Trabalho francês e líderes sindicais que foram informados sobre o pacto proposto.
As leis trabalhistas francesas já permitem este tipo de acordo entre empresas, empregados e governo. Porém, o governo considera novas maneiras para simplificar os procedimentos administrativos e reduzir a burocracia. O plano seria aplicável a todos os funcionários da empresa.
O governo também considera debater a flexibilidade do tempo de trabalho dos empregados, que poderia variar em relação à demanda. Adotado há uma década na Alemanha, tais medidas têm ajudado a aumentar a competitividade das empresas do país, mas são vistos de modo problemático pela França.
Situação complicada para o presidente
Restando cinco meses para a eleição presidencial, Sarkozy vem lutando para reduzir o déficit orçamental, preservar a classificação de risco da dívida soberana do país, que atualmente é triplo A, e encontrar uma solução abrangente para a crise da dívida prolongada da zona do euro. A taxa de desemprego, que subiu para 9,7% da população ativa no terceiro trimestre, é a mais recente má notícia nos dados econômicos franceses.