São Paulo: pedágio no trecho oeste do Rodoanel não poderá custar mais de R$ 3

O edital de concessão deverá ser publicado em dezembro, mas a cobrança do pedágio ocorrerá apenas no final de 2008

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – No próximo mês, o Governo do Estado de São Paulo lançará o edital para a concessão do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas à iniciativa privada. Vencerá a empresa que propuser a cobrança da menor tarifa de pedágio, que não poderá ser maior do que R$ 3.

De acordo com as previsões, a empresa vencedora deve assinar o contrato com o Estado ainda no primeiro semestre de 2008. Em seguida, ela já começa a implantar uma série de melhorias na estrada.

No entanto, a cobrança de pedágios só deve ocorrer no final de 2008, após a colocação de todos os equipamentos de apoio ao usuário (ambulâncias, sinalização, telefones, balanças etc.). O prazo de concessão é de 30 anos.

Recursos para o trecho sul

Conforme anunciou o governador de SP, José Serra, os recursos obtidos com a concessão do trecho oeste do Rodoanel serão aplicados na construção dos 62 quilômetros do Trecho Sul, que já está com as obras em andamento.

Atualmente, o trecho oeste tem 32 km de extensão e vai da Estrada Velha de Campinas, na zona norte de São Paulo, até a Rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu, cortando as rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco e Raposo Tavares.

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Com 61 km de extensão, o trecho sul se ligará ao oeste no trevo da Rodovia Régis Bittencourt, passando pelas rodovias Imigrantes e Anchieta e municípios de Embu, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires e Mauá.

Alcance

De acordo com Serra, o Rodoanel não está resolvendo apenas um problema de trânsito local, já que tem um alcance muito maior. “É uma obra fundamental para nosso país, para a economia do Brasil”, acredita o governador.

Sua principal missão é desviar o fluxo de veículos pesados da área urbana da Capital paulista e municípios vizinhos. “Qual é o principal problema de infra-estrutura que nós temos em São Paulo? É o trânsito, que diminui a competitividade e, portanto, o emprego. O Rodoanel significará um avanço extraordinário nesse sentido”, concluiu.