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As ações da São Martinho (SMTO3) operam em baixa nesta terça-feira (26), após a companhia reportar um lucro líquido de R$ 172,9 milhões no quarto trimestre da safra 2025/26 (4T26). Às 10h18, os papéis da companhia caíam 2,48%, cotados a R$ 16,88.
O Bradesco BBI avalia o resultado como construtivo, com dois destaques positivos: custos unitários melhores do que o esperado, o que pode gerar uma base mais favorável para 2026/27, e o avanço relevante na estratégia de hedge de açúcar, que agora cobre cerca de 42% da produção estimada para o próximo ciclo a preços atrativos.
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Ainda assim, segundo o banco, o pano de fundo de preços segue desafiador com as cotações atuais de açúcar e etanol significativamente abaixo dos níveis médios de comercialização da última safra, o que tende a mais do que compensar os ganhos de diluição de custos esperados com a melhora de produtividade.
Na avaliação da XP, a São Martinho reportou um fechamento da safra 25/26 abaixo do esperado, com desempenho inferior às estimativas na maioria das linhas, o que deve se sobrepor ao sólido crescimento do fluxo de caixa (FCF) na base anual.
O principal destaque, segundo o JPMorgan, foi a divulgação do guidance para 2026/27. De um lado, a projeção de moagem recorde, maior produção de ATR (Açúcar Total Recuperável) e expansão da capacidade de etanol de milho sustentam estimativas futuras mais elevadas. Os comentários da administração sobre normalização climática e expansão de área também reforçam a perspectiva operacional positiva.
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Por outro lado, o banco avalia que esses fatores podem não ser suficientes para compensar a queda dos preços das commodities, somada ao potencial aumento dos custos de diesel na próxima safra, mantendo pressão sobre receitas e sentimento dos investidores.
O BTG Pactual, por sua vez, destaca que a safra 2025/26 foi impactada por condições climáticas desfavoráveis, mas a companhia encerrou o período com desempenho superior ao esperado. Cerca de 40% do volume anual de etanol foi comercializado no 4T, permitindo capturar preços mais elevados no fim do ano.
Apesar do forte encerramento do ciclo, o BTG avalia que os preços atuais de açúcar e etanol permanecem pressionados, tornando a redução de custos um fator importante para a geração de caixa futura.
Para Itaú BBA, os resultados do 4º trimestre de 2026 ficaram em grande parte em linha com as projeções, uma vez que o forte desempenho do etanol compensou os resultados mais fracos do que o esperado no setor de açúcar, tanto em volume quanto em preço, enquanto os números do etanol de milho também ficaram em linha com as estimativas.
“As projeções para a moagem de cana-de-açúcar na safra 2026/27 apontam para uma sólida recuperação nos volumes de moagem, impulsionada pelo aumento da produtividade e com rendimento total da cana (TRS) ligeiramente melhor do que o esperado, em linha com as expectativas dos compradores”, comenta BBA. No entanto, embora os volumes maiores devam compensar alguma diluição de custos, ainda há incertezas em relação às pressões sobre os insumos, e a projeção de despesas de capital (CAPEX) ligeiramente superior à esperada pode impactar negativamente as expectativas de fluxo de caixa.
São Martinho tem recomendação neutra
Embora a execução operacional da companhia siga consistente, o BBI manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 21, diante do ambiente menos favorável para as commodities.
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O JPMorgan, Itaú e BTG reiteraram classificação neutra para ações da São Martinho, com preço-alvo de, respectivamente, R$ 17, 31 e R$ 25.