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O Santander (SANB11) será o primeiro dos bancos a reportar seus dados na temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25), na próxima quarta-feira (4) antes da abertura dos mercados. Analistas consideram que os custos do banco podem ser uma surpresa positiva, mas que ainda há chão para recuperação do retorno sobre o patrimônio (ROE, em inglês).
“O principal potencial de alta deve vir de custos, que devem crescer abaixo da inflação, enquanto a recuperação do ROE rumo à ambição da administração de mais de 20% deve ficar mais concentrada apenas em 2027. Estimamos R$ 17,3 bilhões de lucro em 2026”, afirma o JPMorgan sobre o balanço.
Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido recorrente de R$ 4,033 bilhões para o banco.
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O banco espanhol Santander publicou balanço do último trimestre de 2025 nesta terça-feira mostrando lucro atribuído aos acionistas controladores de 579 milhões de euros para a operação no Brasil, o que represanta uma queda de 3,7% ante o terceiro trimestre, excluindo efeito cambial.
A projeção do Bradesco BBI é de que o Santander Brasil apresente tendências semelhantes na receita em relação ao trimestre anterior, visto que a receita de Tesouraria provavelmente permanecerá sob pressão, enquanto a margem com clientes deverá expandir, juntamente com um crescimento anual de empréstimos de 3%.
Além disso, espera que o banco apresente tendências estáveis na qualidade dos ativos, com as provisões crescendo em linha com a carteira. Ademais, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, levando a um crescimento antes dos impostos de aproximadamente 5% no trimestre, mas com uma alíquota efetiva de imposto mais alta, o que deve impactar o aumento no lucro líquido, com projeção de um número de cerca de R$ 4 bilhões.
Para o Itaú BBA, o Santander Brasil deve apresentar crescimento moderado da carteira de crédito, impulsionado por fatores sazonais, com expansão anual em torno de 3%, refletindo uma postura mais seletiva. As margens financeiras com clientes devem permanecer estáveis, enquanto resultados negativos da tesouraria devem pressionar o resultado de intermediação financeira.
O custo de risco tende a ficar estável, apesar de leve alta da inadimplência, e o crescimento das receitas deve ser parcialmente compensado por despesas operacionais mais elevadas.
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“Nesse cenário, estimamos lucro trimestral de cerca de R$ 4,1 bilhões, com ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 17,4%, beneficiado por uma alíquota efetiva de imposto baixa. Como o banco não divulga guidance, revisamos a projeção de lucro para 2026 para R$ 16,9 bilhões, o que representa crescimento de 8%, refletindo margens financeiras ajustadas ao risco mais moderadas”, avalia o BBA.
O Goldman Sachs também projeta um lucro líquido recorrente de R$ 4,1 bilhões (+3% trimestre a trimestre, ou t/t, +33% ano a ano, a/a), com ROE subindo para 17,4%, ante 17,2% no 3T25 e 13,8% no 4T24.
Além disso, espera que a receita líquida de juros cresça em um dígito médio, apesar do crescimento moderado de empréstimos (+3% t/t e +3% a/a), enquanto a receita líquida de juros do mercado permanece sob relativa pressão. A receita de tarifas também deve continuar a crescer (+6% t/t), impulsionada principalmente pelo aumento sazonal nos volumes de cartões e seguros.
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Enquanto isso, projeta que as despesas operacionais cresçam abaixo da inflação a/a, levando a um melhor índice de eficiência. Por fim, ainda espera que a alíquota efetiva de imposto em um nível baixo de 10,0%, ante 4,4% no 3T25, limitando a expansão sequencial do resultado final.
(com Reuters)