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SÃO PAULO – O Santander aumentou em 0,6 ponto percentual a sua projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2011, de alta de 5,5% para 6,1%, ficando ainda mais distante do centro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5%.
Em relatório, a equipe do banco afirma que a alteração é consequência das pressões inflacionárias vindas de fatores como o aquecimento da demanda doméstica, tendência de alta nos preços das commodities, além de pressões adicionais em alguns preços administrados e de serviços.
“Aperto no mercado de trabalho, aumento do crescimento do crédito, indexação e as políticas monetária e fiscal expansionistas são as razões para essa pressão inflacionária”, apontam. Para o mês de fevereiro, a projeção é que o IPCA varie 0,90%.
Assim como o IPCA, as projeções de variação para o IGP-DI (Índice Geral de Preços) para 2011 e 2012 também foram elevadas de 4,7% para 8,7% e de 4,6% para 5,5%, respectivamente. O mesmo aconteceu com o IGP-M, cujas projeções de variação para este ano e para o próximo subiram de 4,7% para 8,6% e de 4,5% para 5,5%.
Câmbio
Segundo o Santander, a maior elevação para os preços de commodities no mercado internacional deve resultar em fortalecimento do real.
Outro fator que contribui para um real forte é a persistência das taxas de juros internacionais em níveis baixos, além da tendência de apreciação mais forte do yuan.
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Apesar das frequentes atuações do Banco Central de impedir essa valorização da moeda brasileira, o Santander acredita que a inflação doméstica em alta tende a reduzir o ímpeto das intervenções ao longo do ano.
Diante desse cenário, o banco revisou a projeção para as taxas de câmbio de R$/US$ 1,85 para R$/US$ 1,55 em 2011.