Santander eleva Braskem e BTG reduz recomendação de Light; veja mais projeções

Além destas, BES reduziu preço justo da Ambev, enquanto BofA reiterou underperform para Usiminas e Votorantim reiterou outperform para Randon
(Divulgação)
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SÃO PAULO – Diversas companhias tiveram suas recomendações revisadas por analistas, tanto do setor petroquímico e maquinário, quanto de consumo e energia elétrica.

O Santander elevou a recomendação para a Braskem (BRKM5) com recomendação equivalente à compra, em meio à melhoria do noticiário para a companhia e o momento, que devem continuar positivos, segundo o analista Vicente Falanga Neto.

De acordo com ele, embora a previsão seja de um primeiro trimestre bastante forte, o anúncio sobre a medida positiva do PIS/COFINS não foi totalmente precificado pelo mercado. Além disso, se adicionar nesta lista a provável manutenção da ajuda do setor e os ingredientes de um segundo trimestre possivelmente sólido, o resultado será momento e fluxo de notícias positivos e sustentáveis para as ações.

Por outro lado, é necessário um monitoramento cuidadoso sobre os próximos resultados, uma vez que os sólidos spreads verificados de janeiro a março podem não se repetir, uma vez que os preços continuam bastante voláteis. Entretanto, o aumento das estimativas resulta em forte melhoria da perspectiva para a desalavancagem da empresa e seu valuation atrativo. Com isso, Falanga Neto elevou o preço-alvo de R$ 16,00 para R$ 19,00, o que configura um potencial de valorização de 10,34% em relação ao fechamento desta quinta-feira (2).

Recomendação da Light é reduzida pelo BTG, que faz mea-culpa
Já o BTG Pactual reduziu a recomendação a recomendação das ações da Light (LIGT3) de compra para neutra, um ano após ter elevado a recomendação em meio à revisão tarifária que, segundo o banco, poderiam levar a maiores ganhos e dividendos. 

De acordo com os analistas Antonio Junqueira e João Pimentel, este potencial ainda existe, com a base regulatória de ativos sendo precificada a R$ 5,9 bilhões. Por outro lado, a companhia ainda deve apresentar bons resultados, o que faz o curto prazo parecer promissor para ela.

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Entretanto, o longo prazo é a grande questão, apontam Junqueira e Pimentel, em meio à alta ineficiência na distribuição de energia, o que levou os analistas a fazerem uma “mea-culpa”. Isto porque, em meio à forte queda dos papéis no ano passado, os analistas ressaltaram que ”o pior ficou para trás” e elevaram a recomendação.

Entretanto, destacam agora, as perdas operacionais da companhia não são negligenciáveis, alcançando 45,4%, assim como a alta dívida da companhia. Desta forma, eles recomendam exposição neutra nos ativos, com preço-alvo de R$ 22,00, o que configura um potencial de valorização de 14,35%.

Votorantim reitera outperform de Randon
Levando em conta a aquisição dos 49,99% da Suspensys detidos anteriormente pela Meritor, a Randon (RAPT4) teve suas perspectivas reiteradas pela Votorantim Corretora, assim como a recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis. 

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Segundo os analistas Juliana Chu e Ricardo Schweitzer, ainda que o tempo e o ativo-alvo do negócio tenham surpreendido, o plano de investimentos da companhia já contemplava a possibilidade de aquisições e, por outro lado, a Meritor vinha reavaliando os seus negócios principais. 

“Assim sendo, o movimento se alinha com a estratégia da Randon, e a expertise do grupo sobre as operações da Suspensys embasa nossa opinião de que as oportunidades de geração de valor do negócio estão bem avaliadas”, ressaltam. O preço-alvo para os ativos é de R$ 15,70, com um potencial teórico de valorização de 20,58% frente à última cotação de fechamento, com os analistas possuindo uma visão de curto prazo positiva. 

BofA reitera underperform para Usiminas
Os analistas do Bank of America Merrill Lynch, Thiago Lofiego, Felipe Hirai e Karel Luketic, reiteraram a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os ativos da Usiminas (USIM3;USIM5), destacando que os custos gerais inflacionados ofuscam os esforços nos cortes de custos pela companhia.

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Dentre os fatores problemáticos, apontam, estão os custos “estruturais” mais altos – ou custos fixos – e de insumos utilizados na produção. Assim, os gastos mais baixos com mão-de-obra, de R$ 300 milhões desde o primeiro trimestre de 2012, devem ser compensados pelo aumento de R$ 260 milhões nos gastos com manutenção, erodindo os ganhos da companhia mesmo que eles apresentem arrefecimento. 

Além disso, a recuperação do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia no primeiro trimestre está mais do que precificada no papel, apontam os analistas. Por fim, está a perspectiva de queda do preço do aço no segundo semestre de 2013 nos preços domésticos, após uma manutenção nos primeiros três meses do ano. O preço-alvo para os ativos preferenciais classe A da companhia é de R$ 10,60, com um potencial de valorização de 11,68% até o final deste ano. 

Ambev: BES reduz preço justo em R$ 0,80
Após o resultado do primeiro trimestre de 2013 e a teleconferência sobre os números, o BES manteve a recomendação neutra para as ações da Ambev (AMBV4), mas reduziu em R$ 0,80 o preço justo para os papéis, que passou de R$ 83,80 para R$ 83,00, com um potencial teórico de apenas 2,22% em relação ao último fechamento. 

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De acordo com os analistas Catarina Pedrosa, Felipe Machado e Alex Smith, apesar do balanço do período não ter sio muito satisfatório em meio aos menores volumes comercializados, a expectativa é de que haja uma recuperação nos próximos trimestres e o modelo de negócios está inalterado. 

Durante teleconferência, os executivos da companhia destacaram que 2013 será um ano difícil, mas que a Ambev está em condições de controlar despesas e que irá aumentar as suas margens decorrentes do melhor portfólio de produtos, como estratégia para a Copa das Confederações em junho de 2013 e para a Copa do Mundo em 2014. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.