Santander elenca ações líderes de IA na Bolsa brasileira – e elas vão além das techs

Banco ranqueou 20 companhias da América Latina; sete brasileiras ficaram dentro do Top 10

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Foto: Reuters
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A inteligência artificial tem se tornado um importante impulsionador de eficiência, escala e diferenciação competitiva no mundo e, em especial, na América Latina.

Com essa premissa, o banco Santander elencou dez companhias latino-americanas, que adotaram a tecnologia no último ano e tiveram os melhores resultados.

De acordo com o sistema de pontuação do Santander, as dez principais companhias da América Latina foram Globant (GLOB, negociada na Bolsa de Valores de Nova York), Totvs (TOTS3), Nubank (BDR: ROXO34), Itaú (ITUB4), TIM (TIMS3), Magazine Luiza (MGLU3), Banorte (negociada na Bolsa Mexicana de Valores), C&A (CEAB3), Coca-Cola FEMSA (negociada em Nova York e México) e YDUQS (YDUQ3).

Dentre elas, seis são negociadas diretamente na bolsa brasileira: Totvs, Itaú, TIM, Magazine Luiza, C&A e YDUQS. A Nubank, apesar de ser uma companhia brasileira, é negociada na NYSE, disponível no Brasil através BDR.

EmpresaPontuação (1T26)
Globant97
Totvs89
Nubank88
Itaú86
TIM86
Magazine Luiza85
Banorte83
C&A82
Coca-cola78
Yduqs78

O levantamento mostra, de maneira geral, que a maturidade em IA (inteligência artificial) na região está se expandindo para além das empresas de tecnologia, produzindo líderes nos setores de software, bancos, telecomunicações, varejo, consumo e educação.

A média entre setores também mostrou que as empresas de tecnologia não são as únicas a liderar a adoção da IA. Apesar do setor de software permanecer na liderança, empresas de telecomunicações e consumo também tiveram boas médias, no geral.

Ações brasileiras em destaque

A Totvs ficou como a segunda colocada no ranking geral, com uma pontuação média de 89 no 1T26. Para comparação, a primeira colocada, a Globant, encerrou o trimestre com uma pontuação de 97.

De acordo com os analistas do Santander, a empresa está construindo uma das narrativas de IA mais diferenciadas do setor de software corporativo (mesmo setor em que a Globant está enquadrada). Em 2025, a TOTVS informou que os habilitadores relacionados à IA já representavam mais de 17% da receita de 2025.

Conforme o levantamento, a companhia está posicionando a IA como uma camada de expansão sobre seu sistema integrado de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês). Além disso, utilizado a tecnologia para dados de fluxos de trabalho de pequenas e médias empresas.

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Dentre as ações brasileiras, o Itaú aparece na sequência. No ranking geral, o banco ficou posicionado em quarto lugar. De acordo com os analistas, a empresa apresenta uma das divulgações mais avançadas sobre IA entre os bancos incumbentes.

O Itaú reportou mais de 500 casos de uso internos de IA voltados para eficiência e produtividade, além do PIX via WhatsApp impulsionado por IA e por capacidades transacionais. Para os analistas do Santander, isso indica uma base de adoção interna em larga escala.

Em paralelo, as aplicações de IA voltadas ao cliente estão sendo cada vez mais incorporadas às jornadas de pagamento e de atendimento. Apesar do bom desempenho, em relação ao trimestre anterior, o banco perdeu três pontos da média estipulada pelo Santander.

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Score Santander

Ao todo, o Santander examinou os relatórios de 118 empresas da América Latina dentro da sua cobertura, no período entre o 1T25 e o 1T26. Os analistas buscaram identificar empresas que fornecem evidências públicas concretas de adoção de IA, casos de uso, execução e impacto mensurável.

No período, empresas em estágio avançado de adoção de IA aumentaram de 17,4% para 30,8%. Segundo os analistas, companhias como Nu, Itaú, TIM, Banorte e Coca-Cola FEMSA aparecem como adotantes de IA mais defensáveis, com características mais próximas da tese de investimento conhecida como Halo Trade.

Esses usos são sustentados por regulação, dados proprietários, relacionamento com clientes, infraestrutura de telecomunicações, sistemas de risco ou distribuição física.

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Para o banco, a IA na América Latina já não é apenas um tema de inovação. Conforme a adoção avança, a tecnologia tem se tornado um tema de produtividade, monetização e qualidade das divulgações corporativas. Os casos mais relevantes, conforme o Santander, combinam implementação concreta de IA com defesas estruturais mais robustas.