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SÃO PAULO – Após análise dos últimos números revelados pela Nota de Política Fiscal, o Santander revisou suas projeções para o superávit primário em 2009 de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) para 1,5%. Os analistas também revisaram suas expectativas quanto ao resultado nominal, de um déficit de 1,1% para 3,2% do PIB ao final deste ano.
“A performance fiscal segue piorando mais rapidamente que o esperado até mesmo pelos mais céticos”, afirmaram. Em 12 meses, o saldo primário acumula 1,76% do PIB, bem abaixo do pico alcançado em outubro passado (4,33%). De acordo com os analistas, como consequência, a dívida líquida do País segue em alta, sendo pressionada também por outros fatores, como exemplo o fortalecimento do câmbio.
O Santander estima que a dívida líquida em relação ao PIB deve fechar o ano próxima de 43,5%. “Ainda acreditamos que a dinâmica da dívida deixará de piorar ao longo dos próximos meses, (…) mas o ritmo de aumento dos gastos sugere que a nova tendência será, na melhor das hipóteses, de estabilidade para a dívida líquida / PIB”, projetaram.
O banco destacou que suas simulações mostram que, com um juro real de 8% e crescimento da economia na casa de 4%, um superávit primário próximo de 1,5% do PIB é suficiente para manter a dívida estável. “Mas consideramos que os riscos estão crescendo, na medida em que a sinalização política é de aumentos adicionais para os benefícios previdenciários, além de reajustes para o funcionalismo, lembrando que o ano que vem será de eleições”, concluíram.